Junho de 2009


Quando criaram o site de compartilhamento de vídeos, em 2005, os jovens Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim não faziam idéia da revolução que estavam prestes a iniciar. Hoje em dia não há escândalo, gafe, confusão ou trapalhada que consiga fugir do Youtube.
É possível encontrar todo tipo de esquisitice na rede! E para facilitar sua busca o autor Antonio Mier reuniu neste livro, lançamento da Panda Books, 300 dos vídeos mais engraçados e curiosos da televisão e dicas de como encontra-los no youtube.

Divirta-se com nossa pequena seleção:

Suplicy no mundo do Rap
Eduardo Suplicy revelou seu lado rapper numa sessão do Senado para discutir a maioridade penal.
A interpretação de “O homem na estrada”, dos Racionais MC, fez tanto sucesso que ganhou versões remixadas na internet. Agora, em palestras e entrevistas, o senador sempre é convidado a cantar o rap.
O senador Eduardo Suplicy, pai do roqueiro Supla, não esconde o prazer que sente pela música.
E a cada dia ele amplia o repertório. Blowin’ in the wind, de Bob Dylan, é usada nos discursos sobre o programa Renda Mínima. A música foi cantarolada até mesmo numa viagem de Suplicy a Bagdá.

Palavras-chave:
Eduardo Suplicy cantando Racionais

Você tem coragem de chegar até o fim?
Os fãs do profeta Nostradamus vão ficar apavorados com este programa que foi ao ar em 2006 pelo Canal Comunitário do Rio de Janeiro. Durante quase dez minutos um senhor de sobrancelhas esquisitas (seria o próprio profeta?) chacoalha a cabeça enquanto um narrador relaciona a passagem de um cometa com a morte do papa João Paulo II, entre outros acontecimentos. Medo!

Palavras-chave:
O pior programa de TV da história

Galvão Bueno vai dar com a marreta na cabeça do Pelé
Momento antológico em que o narrador esportivo Galvão Bueno mexe com a grande estrela do futebol brasileiro, o rei Pelé. Na Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, Pelé foi contratado como comentarista, mas a reclamação era que ele falava demais. A produção pediu que Galvão controlasse o tempo dos comentários de Pelé, e ele retrucou: “Só se eu matar ele”, entre muitos outros desabafos.

Palavras-chave:

Galvão e Pelé na Copa de 1994

Firme como um castelo de areia…
Depois de 16 dias de trabalho, faltava apenas meia hora para o escultor terminar seu castelo de areia, assinar a obra e, finalmente, descansar. A repórter Paqui Peña, do programa Está Pasando, estava deslumbrada e chegou mais pertinho para mostrar a perfeição dos detalhes. Conclusão da reportagem: mais três dias de trabalho para o escultor.

Palavras-chave:

Paqui Peña destroza un castillo de arena en Está Pasando

Vômito ao vivo
Nervosismo, bebedeira ou brincadeira de mau gosto? Tyrone Davies, um cineasta independente de 27 anos, vomitou ao vivo durante participação em um telejornal local de São Francisco, na Califórnia. Repare na reação da âncora.

Palavras-chave:
Tyrone Davies on the news

Reporter doidão
O vídeo cheira à armação. Mostra um repórter inglês perdendo a classe enquanto acompanha a queimada de uma plantação de maconha. Perto demais da fumaça para escapar ileso, ele mal consegue gravar a reportagem e, quando termina, o que gravou não tem pé nem cabeça.

Palavras-chave:
Queimada de pés de maconha – Olha só o repórter

Você encontra estas e muitas outras dicas de vídeos hilários no livro TV Trash – As cenas mais insólitas, bizarras e curiosas da televisão (e como encontrá-las no YouTube)

Quer uma boa dica para o almoço do fim de semana? No livro O Melhor do Comidinhas, de Alessandra Blanco, você encontra esta e outras dicas de restaurantes imperdíveis do mundo todo!

A alheira do Sr. Bacalhau

Tirei um final de semana para uma viagem gastronômica até Serra Negra, no interior de São Paulo, com um único propósito: comer a alheira do Sr. Bacalhau. A dica foi de um amigo. Disse que eu precisava conhecer o restaurante, era a melhor alheira que ele já havia provado e o lugar ainda tinha um garçom com jeito de dançarino de tango.
Saí cedo da capital, com minha mãe e uma amiga. Escolhi o caminho que passava por Itatiba, Morungaba, Amparo e finalmente Serra Negra. Formado por várias serras e curvas, belíssimo, principalmente no domingo ensolarado de outono.
Chegamos ao Sr. Bacalhau exatamente na hora marcada na reserva, 13h, depois de cerca de duas horas de viagem.
A casinha amarela no alto já pareceu bem convidativa. Entramos e nos sentamos a uma simpática mesa redonda, pedimos água e escolhemos um vinho verde português. Peço a alheira, como entrada. O garçom responde: “Então, você já conhece a casa…”. Respondo-lhe que não, mas que havia recebido a indicação de um amigo.
Ele então nos conta que a alheira da casa é muito especial. Feita com carnes suína, bovina e de coelho. Todas cozidas, depois desfiadas e misturadas a miolo de pão e temperos. Em seguida são trituradas, montadas no formato da alheira e assadas. “Se você gosta de alheira, vou também trazer a nossa pimenta, que é nosso segredo, feita pelo chef e proprietário da casa”, diz o garçom.
O potinho traz pimentas dedo-de-moça desidratadas e depois curtidas em azeite português. Vem a alheira. O garçom retira do bolso luvas de cetim brancas e parte nossa entrada com muita elegância. Serve junto com uma “panhoca”, um pão macio, quentíssimo, feito também na casa. Fico prestando atenção em todo aquele ritual e me dou conta de que meu amigo tinha razão.
Flavio Godoy, o nosso garçom, é “o” dançarino de tango. Elegante, prestativo, com cabelo todo puxado para trás com gel.
Começo a perguntar e ele me conta que vem de uma família de garçons. Seu avô era, assim como seu pai, e ele bem que resistiu, mas não consegue ficar sem trabalhar em um restaurante. Durante a semana, é segurança. Nos finais de semana, garçom. “Dos poucos que ainda sabem a tradição de transformar um guardanapo em coelho ou sapinho para entreter as crianças, enquanto os pais podem apreciar a refeição”, diz, me ensinando seus truques.
Godoy dá seu show e sai da sala para nos deixar apenas com a verdadeira estrela da casa. Corto meu pedaço de alheira, pingo três gotas de azeite português extravirgem e duas da pimenta especial. Coloco na boca e mastigo. Mais uma vez o amigo tem razão. É totalmente diferente de qualquer alheira que havia provado. Não há gordura. Há uma massa seca, quase uma pasta.
E saborosíssima. Vou sentindo a mistura das carnes. O segredo é o tempero, ainda ressaltado pela pimenta. Dá para sentir pedacinhos de alho. Perfeita. Com a “panhoca”, fica melhor ainda.
Podia ter ficado só com a alheira. Mas não podia dirigir mais de 300 quilômetros (ida e volta) sem provar um dos pratos de bacalhau da casa. Escolhemos o chamado “à moda do Porto”: assado, regado com azeite, lâminas de alho crocantes, batatas assadas (divinas), azeitonas, brócolis e arroz.
O chef José Maria Martins, português nascido no Porto, conta que todas as receitas são de família, aprendeu com a mãe e a avó. Além de o prato ser maravilhoso, fico impressionada com a técnica, o bacalhau de alta qualidade, a batata assada perfeitamente, os brócolis cozidos no vapor, verdinhos e crocantes.
Até mesmo as louças em que cada posta do bacalhau é servida são réplicas de porcelanas de sua avó, que ele mandou fazer para que seu serviço ficasse ainda mais perfeito.
Finalizamos com um pastel de Belém, um papo-de-anjo, três colheres e cafés. E voltei a encarar mais 150 quilômetros, mais do que satisfeita.

Sr. Bacalhau
Rua 14 de Julho, 51 1, Centro, Serra Negra (SP).
Tel. (1 9) 3842-1 342
Qui. a sáb., almoço e jantar; dom. e feriado, apenas almoço.

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A principal revista de música do país, a Rolling Stone, publicou na edição deste mês a avaliação do livro Futebol no Pais da música, de Beto Xavier. Confira a indicação.

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