Qui 24 Set 2009
João Barone é destaque do jornal O Estado de Minas
Publicado por Panda Books Original sob Sem CategoriaO músico João Barone foi destaque do caderno de cultura do jornal O Estado de Minas de 23 de setembro. O autor esteve em Belo Horizonte para lançar o livro A Minha Segunda Guerra no projeto Sempre um Papo. Confira a matéria:
“Bateirista dos Paralamas lança livro sobre a 2ª Guerra
O músico carioca João Barone é o convidado de hoje do projeto Sempre um papo. Esta noite, ele vai lançar o livro A minha segunda guerra (Panda Books, 172 páginas, R$ 35,90), no Espaço de Arte Pitágoras. Longe do rigor dos trabalhos acadêmicos, o relato de Barone é um delicado mergulho na memória do maior conflito armado de toda a história.
Aos 47 anos, como toda a geração nascida na década de 1960, Barone encontrou em casa seu vínculo com a história na figura do pai, ex-pracinha que, como muitos soldados egressos do front, não gostava muito de falar sobre os horrores que presenciara do outro lado do Atlântico.
Para leitores hoje quarentões, o livro resgata não só a memória do conflito, mas também as lembranças de nossa infância, dos kits com armas de brinquedo e réplicas do famoso capacete M1, dos soldadinhos de plásticos encontrados com facilidade em qualquer lojinha de brinquedos. Fingindo ser soldados a tarde inteira, muita gente mantinha vivos o interesse e a curiosidade pela história.
HUMANIDADES Barone resgata o lado humano do conflito, tanto pelo ponto de vista dos filhos da geração que deixou seus lares e famílias para lutar contra uma ameaça global, como pelo ponto de vista dos soldados, que enfrentaram a morte e os horrores contra um inimigo implacável, determinado e fortemente armado.
Com uma narrativa agradável, A minha segunda guerra convida o leitor a subir a bordo do Jipe Giselle e viajar no tempo com o autor. Atravessando vários cenários da guerra, nos relatos emocionantes dos sobreviventes é possível esboçar uma pequena ideia do que os expedicionários enfrentaram nos sombrios anos em que o flagelo de Hitler ameaçava toda a humanidade.
Ao revelar os bastidores da produção e filmagens do documentário Um brasileiro no Dia D, o livro conduz de forma agradável e interessante a uma viagem pelos campos de batalha que devolveram a França ocupada a seus legítimos donos e marcaram o fim dos delírios de poder de Hitler. Personagens como o aviador Pierre Clostermann, único brasileiro presente nas operações do Dia D, além de emocionar, dão peso histórico ao conteúdo.
Outro ponto forte do livro é a carta de um praçinha à sua amada, na qual, além de relatar a terrível realidade do front, expressa sua preocupação com os destinos do Brasil, na época ainda sob a ditadura de Getúlio Vargas. (…)”
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