Eu sou Ricardo Boechat: Novo livro de memórias relembra histórias do grande jornalista

Em 1987, um homem dirigia um Monza pela ponte Rio-Niterói sem carteira de habilitação, de bermuda e chinelos. Ao ser parado pela polícia, deu a desculpa mais absurda já ouvida pelo guarda: o carro tinha sido emprestado a ele pela amiga Maitê Proença, atriz que fazia enorme sucesso na época. Sem conseguir comprovar que o carro era dela (até porque legalmente era de seu pai, cujo nome ele não sabia), o rapaz foi levado para a delegacia, só sendo liberado depois de um telefonema a seu advogado.

O rapaz em questão Ricardo Boechat, um dos maiores nomes da história da Comunicação brasileira (com 18 estatuetas do prêmio Comunique-se, o mais importante da área), morto em 11 de fevereiro de 2019 em um trágico acidente de helicóptero em são Paulo.

A história com o carro de Maitê Proença é apenas uma das 100 reunidas pelos jornalistas Eduardo Barão e Pablo Fernandez, companheiros de Boechat na BandNews FM, no livro de memórias Eu sou Ricardo Boechat, lançado pela editora Panda Books.

“A ideia é revelar ao público mais detalhes de como era a pessoa Boechat”, diz Barão, em entrevista ao Panda News. Em um dos relatos, descobrimos que ele, mesmo calejado por anos de jornalismo, não conteve as lágrimas ao conversar ao vivo com o pai de um garoto de três anos morto pela violência policial no Rio de Janeiro. “Apesar de se expor bastante no ar, ele tinha um lado muito íntimo e humano que poucos conheciam”, lembra Barão.

Os autores também reforçam nestas histórias a figura intensa que era Boechat, marcada pelas críticas, denúncias e demonstrações de amor e afeto. Barão e Pablo citam desde uma discussão acalorada com o pastor pentecostal Silas Malafaia até a total indignação do jornalista com a displicência das autoridades brasileiras em relação às vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), em janeiro de 2013.

Sobre o legado jornalístico deixado por Boechat, Barão cita o esforço do amigo em ensinar todos na redação a nunca dar a palavra oficial como verdade absoluta, e sempre ir atrás do público afetado e “daqueles mais indefesos”. “Boechat mudou a forma como é feito o colunismo social, passando a noticiar furos, e foi um âncora que ‘desceu do muro’, indo para a briga para defender os interesses da população”.

 

Prepare-se para se emocionar

O prefácio da obra é assinado por Veruska Boechat, viúva do âncora, que fala sobre as homenagens feitas a seu amado, sem deixar de fazer a sua: “Cada história vivida por Ricardo Boechat e todo o pessoal da rádio era uma história que ele levava para casa, cada problema de cada um deles passava a ser um problema dele”.

A última das 100 histórias é uma carta escrita pela mãe de Boechat, Mercedes Carrascal, contando como foi passar o primeiro Dia das Mães sem o filho:

“Coitadas, perderam o filho. Isso não é verdade! Não perderam nada, elas tiveram um filho, que permanece em sua mente e em seu coração. Que tiveram com eles sonhos, esperanças, sofrimentos, frustrações, com os quais riram e choraram, que os viram aprender a andar, a levantar-se, a cair, a pular, a ler, a escrever e que depois escolheram seus caminhos.”

Serviço

Lançamento do livro Eu sou Ricardo Boechat (São Paulo)

09/12 (segunda-feira) às 18:30

Livraria da Vila – Lorena (Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista/Tel: 3062-1063)

 

Lançamento do livro Eu sou Ricardo Boechat (Rio de Janeiro)

11/12 (quarta-feira) às 19:00

Livraria Travessa – Shopping Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon/Tel: 3138-9600)

21ª Festa do Livro da USP

Vem aí a 21ª edição da Festa do Livro da USP! Aguardado ansiosamente pela comunidade editorial e pelos devoradores de livros em geral, o evento reúne as 178 principais editoras do país para quatro dias de valorização da cultura e da leitura, com a proposta de venda de livros com descontos irresistíveis.

Na edição de 2018, cerca de 70 mil pessoas passaram pela festa literária, e nesse ano a expectativa é de superação desse público. A Panda Books tem presença confirmada, e leva 3922 livros de seu catálogo com 50% de desconto.

Antônio Carlos Soares, coordenador de divulgação na Panda, define a Festa da USP como a feira mais importante do ano para as editoras. “É uma oportunidade para contato com escolas do interior de São Paulo, e até de outros estados”, comenta. “Amplia o nosso raio de atuação”. Além dos tradicionais livros de educação infantil, a Panda Books investe muito este ano no lançamento de Rastros de resistência, de Ale Santos, que traz histórias de luta da população negra no Brasil e na África.

A Festa do livro da USP ocorre desde 1999, com apenas 31 editoras participando de sua primeira edição, que ocupava um espaço de apenas 200m² (em comparação com uma área de 3600m² usada hoje). Em números totais, a quantidade de exemplares vendidos nesses 21 anos ultrapassa os dois milhões!

O divulgador da Panda Books considera a época em que a feira é realizada a melhor possível, já que, além de estar perto do período de festas, permite que pais e alunos universitários aproveitem para adquirir os livros que serão utilizados em aula no ano seguinte.

Serviço

21ª Festa do Livro da USP

27 a 30 de novembro

Avenida Professor Mello Moraes, Travessa C, Cidade Universitária

09:00 às 21:00 (dias 27, 28 e 29)

09:00 às 20:00 (dia 30)

“A Roda da vida” e o abandono parental: livro aborda o tema de forma inédita ao público jovem

Ainda pouco debatido no Brasil, o abandono parental atinge cerca de 47 mil crianças e adolescentes, que vivem em abrigos no território nacional, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O problema é atual, mas não é novo. Há mais de cinco séculos atrás, instituições de caridade (especialmente abadias, igrejas e centros de acolhimento) criaram um dispositivo que ficou conhecido como a Roda dos Expostos. Era uma portinhola giratória onde recém-nascidos podiam ser deixados pela mãe. Essas crianças eram postas para adoção, mas muitas delas passavam a infância inteira aos cuidados da instituição, até se tornarem independentes. É difícil dizer quando a roda surgiu: alguns arquivos apontam que a primeira foi fundada em Portugal, em 1498, enquanto outras fontes dizem que o método de acolhimento já era utilizado na Itália do século XIII.

Autor consagrado de livros infanto-juvenis, Manuel Filho aborda de forma inédita essa questão no livro A Roda da Vida, ilustrado por Guilherme Petreca e lançado pela Panda Books. A obra traz a história de Ricardo, um jovem de 15 anos que recebe de seu avô Aparecido uma carta que revela a verdadeira origem de sua família.

Sempre de maneira muito sensível, Roda da Vida fala sobre a questão do abandono parental.

 

Em entrevista ao Panda News, o autor conta ter descoberto a existência da Roda dos Expostos ainda jovem (e ter ficado muito curioso e ao mesmo tempo assustado).  O processo de produção do livro foi baseado principalmente em arquivos históricos e na leitura de cartas deixadas por jovens nas instituições de caridade que visitou. “As pessoas que foram abandonadas na Roda já são muito idosas e difíceis de entrar em contato”, justifica Manuel. “O material de ficção a respeito da Roda é muito escasso e o livro pode ser uma boa oportunidade para quem quiser conhecer a história, por muitas vezes trágica, por meio da literatura”.

Falando sobre a questão do abandono parental nos dias de hoje, Manuel defende que o assunto ainda precisa ser muito debatido, pois o abandono segue ocorrendo sob as mais variadas formas. “Mesmo crianças que possam ter a presença de pai e mãe não estão totalmente protegidas da falta de atenção, da violência, do abandono parental, tão comum atualmente”, analisa. Em relação às políticas públicas voltadas para a área, o autor argumenta: “ao se ‘abandonar’ investimentos que poderiam provocar a diminuição da desigualdade social, cria-se uma reação em cadeia que, certamente, irá colaborar para que mais e mais crianças permaneçam desassistidas em nosso país”.

 

A Roda dos Expostos no Brasil

No Brasil, a Roda dos Expostos tem seu surgimento datado na primeira metade do século XVIII, nas Santas Casas de Misericórdia de Salvador (1726) e Rio de Janeiro (1738). Com o passar do tempo, questões como a falta de recursos e o surgimento de ideologias higienistas fez com que as Rodas dos Expostos lentamente começassem a desaparecer.

A última Roda dos Expostos a ter sido fechada no mundo foi brasileira. Localizada em São Paulo, a roda da Santa Casa de Misericórdia foi desativada em 26 de dezembro de 1960.

Dia da Consciência Negra: conheça vinte histórias de luta da população negra

No aniversário da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares e mártir do povo negro brasileiro, comemora-se o dia da Consciência Negra. Mais que uma celebração, o 20 de novembro é uma data para marcar a luta por aceitação e respeito da população negra.

Zumbi já tem seu nome gravado na memória do brasileiro, mas há muitos outros negros e negras que permanecem apagados dos livros de história. Em Rastros de resistência, lançado pela Panda Books, o pesquisador e digital influencer Ale Santos (@savagefiction) reúne fatos e personagens de diferentes períodos do Brasil e de países da África, numa obra indispensável na luta constante contra o racismo e o preconceito.

Histórias de luta e liberdade da população negra apagadas com o passar do tempo são contadas em Rastros de Resistência.

De acordo com Ale Santos, o principal objetivo do livro é contribuir para a construção de um império cultural afro-brasileiro, e ajudar as pessoas a apagarem de suas memórias figuras racistas, substituindo-as por personalidades fortes do movimento negro. “Vivemos um momento extremamente politizado e marcado por extremos, e alguns desses extremos negam processos históricos fundamentais para a construção da nossa sociedade”, afirma o autor.

Conheça três dos vinte heróis e heroínas negros apresentados em Rastros de resistência:

Chico Rei: O rei congolês perdeu sua mulher e filha na embarcação que o trouxe ao Brasil, e foi transformado em escravo. Trabalhou por muito tempo em Vila Rica, cidade que hoje tem o nome de Ouro Preto, em Minas Gerais. Depois de ter uma visão de Santa Ifigênia, filha do rei da Etiópia Égipo, usou de sua astúcia e genialidade para libertar diversos irmãos negros e retomar seu império no Congo.

Zacimba: Princesa de Angola e guerreira, Zacimba foi responsável por formar o primeiro quilombo do Espírito Santo. Depois de revoltar-se e matar o covarde barão que dela abusou em sua chegada ao Brasil, passou a invadir navios negreiros durante a noite com seus companheiros de quilombos para libertar irmãos acorrentados.

Inácio: O paraibano Inácio usou a música e a habilidade na composição de versos para lutar pelo seu povo. Seu talento com o pandeiro chamou a atenção do senhor de engenho onde ele trabalhava como escravo. Ao ganhar notoriedade na região, disputou uma lendária batalha com outro fazendeiro pelo título de melhor cantador do local, que dizem ter durado oito dias.

130 anos da Proclamação da República: os desafios de envolver crianças e jovens no estudo da História do Brasil

Um golpe de estado orquestrado por Marechal Deodoro da Fonseca e um grupo de militares brasileiros em 1889 culminou na instauração da primeira república provisória do Brasil. Em 15 de novembro de 2019, comemoram-se os 130 anos da Proclamação da República, importante marco da história política do país.

Estudar a História do Brasil é muito importante para a formação do cidadão, mas como abordar o assunto de maneira informativa com as crianças, sem deixar o tema chato? O jornalista e escritor Edison Veiga encontrou uma forma. Em parceria com o ilustrador Marceleza, publicou o livro Essa tal Proclamação da República, pela Panda Books, que explica de maneira didática e simples os eventos que deram início à atual era da nossa política.

Em entrevista ao Panda News, Edison falou sobre sua obra e os desafios de adaptar textos históricos numa linguagem mais adequada ao público infanto-juvenil. Confira:

PANDA NEWS: Por que é tão importante celebrar essa data nos dias de hoje?

EDISON VEIGA: Particularmente não gosto da palavra celebração, ao menos não no sentido de momentos históricos. Seu verniz pode nos levar, facilmente, ao comportamento laudatório e sem questionamentos, àquela adoração pueril sem explicação. Acho importante, todavia, relembrarmos momentos fundamentais da nossa história. E não só para podermos aproveitar o feriadão, mas também porque ao refletirmos sobre tais episódios conseguimos compreender melhor em que ponto da própria História nós estamos – e como foi que chegamos até aqui.

 

PANDA NEWS: Quais foram os principais desafios de escrever sobre o tema na linguagem das crianças?

EDISON VEIGA: A proposta de Essa Tal Proclamação da República foi “traduzir” um conteúdo nem sempre fácil para a molecada. Até brinco no início do livro: “proclamação da República parece um palavrão” – as pessoas não sabem nem o que é proclamação, muito menos o que é República. Minhas principais fontes foram consagradas obras de História do Brasil, sobre as quais me detive cuidadosamente, extraindo dali a matéria-prima para um texto que tivesse pegada jovem, fosse leve e descontraído. Também consultei revistas e jornais antigos, publicações que remontavam àqueles dias de 1889.

 

O terror das leituras obrigatórias: como ler clássicos da literatura de forma leve e prazerosa

Cerca de seis milhões e meio de jovens inscritos nos principais vestibulares no país preparam-se para prestar a prova mais importante de suas vidas. Apesar dos complicados usos de fórmulas químicas, aplicações de física mecânica e conhecimento do contexto sócio-político mundial, os vestibulares trazem também uma experiência que tem tudo para ser leve e prazerosa: as leituras dos clássicos da literatura.

Ler romances antigos com linguagem rebuscada é hoje muito mais fácil do que já foi um dia. A editora Panda Books publica reedições de obras que sempre caem nas provas, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Iracema e O Cortiço, com uma estrutura pensada para facilitar a vida do leitor e da leitora. Essas edições trazem o texto original com comentários em linguagem jovem e descolada, que fazem uma espécie de “tradução” das expressões mais antigas e rebuscadas. Vem também um resumo do contexto cultural da época em que a obra foi publicada e um mapa de personagens super bacana.

Exemplo de uma das páginas das reedições da Panda. Na imagem, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

Para entender um pouco mais sobre a importância desses clássicos na formação dos jovens, e as tentativas de facilitar essas leituras, conversamos com Fátima Mesquita, autora dos comentários e análises nas reedições da Panda Books, e Mei Hua, professora de Língua Portuguesa na Faculdade Cásper Líbero.

“Um clássicão tem o poder de provocar o leitor a pensar como a vida foi um dia”, diz Fátima. Mei complementa: “Muitas vezes, por meio desses personagens ou situações fictícias, temos acesso a um pouco de como era a realidade e o imaginário popular na época. É um estudo, um resgate de um momento histórico muito particular”.

Um dos pontos de maior incômodo aos jovens leitores de clássicos são as descrições, muitas vezes longas e “demoradas”. Apesar de entender de onde vêm essas críticas, Mei as justifica: “Na época em que esses livros foram publicados, não havia televisão e cinema, então a escrita era uma das poucas formas de se retratar ‘visualmente’ o mundo”.

As novas leituras obrigatórias

Além dos clássicos romances do século XIX, novas e mais atuais leituras vêm sendo cobradas pelos vestibulares. Pelo segundo ano seguido, A Unicamp indica como leitura obrigatória o álbum Sobrevivendo no Inferno, do grupo de rap Racionais MC’s. “Tudo muda, mas temos uma essência: nos romanos, gregos, Dantes, Moliéres, Shakespeares, óperas, funk, rap, filmes, séries, novelas, mídias sociais, está tudo lá: amor, sexo, relações humanas, sensação de pertencimento, jogos de poder”, analisa Fátima.

Mei diz que essas novas obras são uma importante chancela para autores e autoras com menos oportunidades, a exemplo do livro Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, que figura nas listas de leituras obrigatórias dos vestibulares da Unicamp e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A professora também faz uma diferenciação entre as obras clássicas e os “novos” textos: estes últimos discorrem sobre temáticas sociais vividas na pele pelos autores, ao contrário de romances consagrados que, apesar de tratarem dos mesmos temas, foram produzidos por membros da elite intelectual.

Pré-venda do livro “Revolução de 1932” traz itens exclusivos!

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um dos maiores conflitos armados da história do Brasil. A guerra paulista é repleta de histórias de bravura e coragem, tendo gerado uma grande produção de objetos e materiais de propaganda. Ricamente ilustrado, Revolução de 1932 – A história da guerra paulista em imagens, objetos e documentos, livro de Ricardo Della Rosa em produção pela editora Livros de Guerra, narra os incríveis fatos da revolução que marcou a história do nosso país. Uma campanha do Kickante traz ainda mais itens de colecionador: camiseta, fac-símiles exclusivos, livro autografado, pôsteres e até uma palestra com o autor! Você não pode ficar de fora: a pré-venda se encerra no dia 20 de abril. Acesse este link e garanta seus prêmios!

Ricardo Della Rosa é um dos maiores colecionadores e especialistas no assunto. Neste livro, ele revela uma faceta nunca explorada sobre a Revolução de 1932. Por meio de fotos, documentos e objetos, narra como ocorreu a mobilização da indústria das armas e dos militares, assim como a participação da população civil, com destaque para as mulheres e os imigrantes, mostrando o legado dessa guerra civil nos dias de hoje.

O livro Revolução de 1932 – A história da guerra paulista em imagens, objetos e documentos tem 128 páginas e formato 30 x 23 cm. Com luxuoso acabamento em capa dura, o miolo é totalmente colorido e impresso no papel couchê fosco 150g. Uma obra que a editora Livros de Guerra fez especialmente para colecionadores, mas que agrada os apaixonados por história e curiosos em geral. Aproveite os últimos dias da campanha de pré-venda e aumente sua biblioteca, presenteie um amigo especial ou enriqueça o repertório dos colaboradores de sua empresa com este super livro!

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

 

Olá! Eu sou o Bux, e hoje vim falar de um assunto muito importante: o autismo. Trata-se de um distúrbio que afeta a comunicação e a capacidade de aprendizado e adaptação das crianças. Elas apresentam um desenvolvimento físico normal, mas têm muita dificuldade em firmar relações sociais ou afetivas. Por isso, preferem viver no mundinho delas.

 

Hoje, 2 de abril, é Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Celebrar a data é uma forma de derrubar preconceitos e conscientizar a população sobre o autismo, que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

 

Para você conhecer mais sobre o assunto de forma leve e divertida, eu recomendo a leitura de A escova de dentes azul. Neste livro, Marcos Mion apresenta seu filho Romeo, um menino autista que surpreende todo mundo ao pedir um presente muito simples ao Papai Noel: uma escova de dentes azul. É uma história emocionante, protagonizada por um garoto muito especial, que, com sua pureza e simplicidade, mostra a sua família o verdadeiro significado do espírito natalino.

A escova de dentes azul está com desconto exclusivo no site da Panda Books até dia 9 de abril. Aproveite!

 

 

 

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Para ler nas Festas – Noite Feliz

Olá!

Eu sou o Bux, e vim contar para vocês algumas curiosidades sobre a minha festa preferida do ano – o Natal!

Cada povo tem seus costumes próprios para celebrar o Natal. Os australianos comemoram organizando um piquenique na praia ou no campo. Já em Bangladesh as entradas das casas e das igrejas são decoradas com bananeiras.

Panetone, renas do Papai Noel, os três Reis Magos, a ceia de Natal. Cada símbolo natalino tem um significado especial. As estrelas, por exemplo, representam a luz que permanentemente harmoniza os ambientes. E as badaladas dos sinos de Natal trazem a mensagem “Nasceu Jesus”.

Quem me contou tudo isso foi a Mariana e o André, protagonistas do livro Noite Feliz, de Maísa Zakzuk. Curiosos para saber as histórias do Natal, os irmãos começam a conversar com as bolinhas e enfeites de sua árvore e descobrem um montão de coisas!

A Maísa, assim como eu, não perde uma festa e adora planejá-las! As de final de ano são ainda mais especiais, porque remetem à família. “Adoro ver as fotos de famílias comemorando o Natal”, conta. “O registro nas mídias sociais é um jeito novo de preservar as histórias”.

Em 2000, Maísa foi convidada pela editora Panda Books para escrever uma história de Natal que falasse sobre os símbolos dessa festa e também sobre curiosidades do Natal no Brasil e no mundo – e assim nasceu Noite Feliz. “Foi meu primeiro livro!”, lembra Maísa. “Aceitei o convite com muita alegria e nunca mais parei de escrever”.

Eu, que sou louco por livros e adoro o Natal, recomendo essa história apaixonante, que conta o nascimento dos símbolos natalinos, apresenta as principais tradições da festa e ensina como desejar Feliz Natal em várias línguas.

Kala Christouyenna e boa leitura!!!

(Não entendeu?! É que estou falando grego!)

MAÍSA ZAKZUK

Formou-se em rádio e televisão pela Faap em São Paulo. Dirigiu o X-Tudo e a Ilha Rá-Tim-Bum, exibidos pela Rede Cultura. Foi diretora do programa Zapping Zone, do Disney Channel. Criou e dirigiu games educativos para a Secretaria Estadual da Educação, exibidos na Rede Cultura.

Escreveu A árvore da família, Meu avô árabe, Meu museu e Noite Feliz, todos publicados pela Panda Books.

 

 A tradição das fábulas de Natal está de volta. O livro Noite Feliz, de Maísa Zakzuk, conta a história de Mariana e André, dois irmãos que começam a conversar com as bolinhas e enfeites de sua árvore na véspera de Natal. É uma história apaixonante, que conta o nascimento dos símbolos natalinos (Papai Noel, Reis Magos, presépio e guirlandas), mostra como os povos ao redor do mundo inteiro comemoram a festa, apresenta as principais tradições brasileiras e ensina como desejar Feliz Natal em várias línguas.

 

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Best-seller americano sobre cavalos e guerra chega ao Brasil

Nos caóticos dias finais da Segunda Guerra Mundial, um cavaleiro do Exército Norte-Americano monta uma operação para resgatar cavalos puros-sangues da raça Lipizzaner que Hitler havia sequestrado com o objetivo de procriar uma super-raça de equino. O desenrolar dessa série de eventos foi contado publicamente pela primeira vez por Elizabeth Letts, escritora e amazona norte-americana, em The perfect horse, livro best-seller do New York Times. A versão em português, editada pela Panda Books, acaba de chegar às livrarias brasileiras.

Elizabeth Letts

Elizabeth Letts nasceu em Houston, no Texas, mas foi criada no sul da Califórnia, onde vive até hoje. Lá, desenvolveu seu amor por livros e por cavalos. Frequentava a biblioteca local desde criancinha e, ainda adolescente, representou a Califórnia na competição equestre North American Junior Championships. Mas na hora de escolher uma profissão, a jovem amazona decidiu ir além: estudou enfermaria obstetrícia e, sob essa responsabilidade, prestou serviços ao Corpo da Paz no Marrocos. Letts só se sentou para escrever seu primeiro livro aos 40 anos. Hoje, aos 57, tem cinco na bagagem, dois deles sobre cavalos: O cavalo perfeito e The eighty-dollar champion (o último, ainda não publicado no Brasil, conta a história gloriosa do cavalo Snowman e também é best-seller do New York Times).

Gustav Rau explica os pontos fundamentais do cruzamento.

Escrever O cavalo perfeito exigiu uma detalhada pesquisa de Elizabeth Letts. Afinal, era uma história que ainda não tinha sido contada. Dentre suas fontes, estão jornais antigos, profissionais equestres, documentos alemães e entrevistas com sobreviventes. Para recontar os fatos, a autora dividiu o livro em blocos. Primeiro, é apresentada a raça equina Lipizzaner e a história da Escola Espanhola de Equitação em Viena (Áustria), dirigida por Alois Podhajsky e acompanhada pelo veterinário Rudolf Lessing. Com a anexação da Áustria pela Alemanha em 1938, o controle da Escola passa para as mãos do hipólogo Gustav Rau, chefe do programa de equinocultura do Terceiro Reich e entusiasta declarado da eugenia, determinado em desenvolver geneticamente o cavalo de guerra perfeito para a Alemanha.

A segunda parte introduz a história da cavalaria do Exército Norte-Americano e os membros do 2º Regimento de Cavalaria, que assumiriam a missão de resgate dos cavalos. Em seguida, a obra detalha a missão em si, suas negociações e as ações propostas para recuperar os puros-sangues de uma fazenda na Tchecoslováquia, sob a iminência do confronto direto entre as forças russas, que controlavam a região, e a resistência alemã.

Apresentação dos lipizzans na Spanische Hofreitschule.

A obsessão doentia de Hitler pela criação de uma “raça ariana” humana não é novidade. O conceito da superioridade racial foi um dos artifícios utilizados pela ditadura nazista a partir de 1933 para driblar o complexo de inferioridade do povo alemão, agravado com a crise econômica decorrente da derrota na Primeira Guerra Mundial. O que passou despercebido até pouco tempo atrás é que não apenas os humanos, mas também os animais foram vítimas desse surto de patriotismo germânico. Hitler planejava criar uma super-raça de equino, sequestrando os mais belos – e brancos, é claro – exemplares de linhagens europeias de puros sangues.

Rudofsky e Reed inspecionam os cavalos capturados em Hostau.

O projeto nazista foi descoberto em abril de 1945 por uma pequena tropa de soldados norte-americanos, ao capturar um espião alemão que carregava uma pasta repleta de fotos desses animais, que haviam sido roubados e mantidos em uma fazenda secreta além das linhas inimigas. Devido ao racionamento de comida, os cavalos estavam correndo o risco de serem abatidos para alimentar os soldados russos. Diante disso, o coronel Hank Reed monta sua operação de resgate.

A história da evacuação dos cavalos Lipizzaner da Escola Espanhola de Equitação em Viena durante a Segunda Guerra Mundial foi retratada no cinema em 1963, no filme Ao passar do Vendaval, dos estúdios Walt Disney. Uma breve menção também é referida em Patton (1970), filme sobre o controverso general norte-americano George S. Patton, que teve participação na operação de resgate dos cavalos brancos. Mas O cavalo perfeito merece sua própria versão nas telonas. O livro é um prato cheio para os clássicos diretores hollywoodianos fazerem disparar os corações dos espectadores.

 

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