Abigail: uma garota grande que foge aos padrões

Abigail era grande. Abigail era forte. Abigail era única. Certo dia, ela não acordou feliz. O que aconteceu com Abigail? Ninguém sabia.

Quando começou a escrever Abigail não sabia com a frase “Abigail era grande”, Fábio Monteiro se transportou para sua própria infância: “Os sapatos não cabiam, as roupas esticavam e o braço era pequeno para o tamanho da minha curiosidade. Queria o chão para brincar, a natureza para experimentar e a vida para alimentar sonhos”, recorda.

A protagonista do livro tem dificuldades em participar de algumas brincadeiras, pois está com sobrepeso e é bem mais alta do que as crianças com as quais convive. Ela até lida de maneira bem-humorada com os colegas a chamando por apelidos pejorativos, como “João Grandão”, “Balão” e “Tufão”. Afinal, ser grande tem seu lado positivo: como ficar mais perto das estrelas. No entanto, certo dia, Abigail acorda com uma tristeza profunda, sem identificar o que sente nem a causa do seu desânimo. O que aconteceu com Abigail? Nem ela sabia dizer.

 

 

A partir dessa construção narrativa, Fábio Monteiro explora as diferenças, as dificuldades de se encaixar e, sobretudo, a profusão de sentimentos e emoções das crianças, que requerem cuidado e atenção dos adultos. Tudo isso é acompanhado pelas ilustrações delicadas de Ionit Zilberman, feitas com lápis de cor, em tons suaves sobre o papel, realçando o drama e o humor sutil do texto.

Fábio Monteiro é pernambucano, mas hoje vive em São Paulo. Escreve livros para crianças e adolescentes e já foi finalista do Prêmio Jabuti com Cartas a povos distantes, lançado em 2016. Coleciona também outras premiações, como o selo Altamente Recomendável da FNNLIJ, o Cátedra Unesco, da PUC-Rio, e a presença no Acervo do Clube de Leitura ODS da Organização das Nações Unidas.

Ionit Zilberman nasceu em Tel Aviv, Israel, mas vive em São Paulo desde a infância. Cursou artes plásticas e começou sua carreira ilustrando revistas antes de partir para os livros infantis – este é o 60º da lista. Já ganhou o selo Altamente Recomendável, da FNLIJ, e o Cátedra Unesco, da PUC-Rio. Foi também finalista do Prêmio Jabuti em 2018.