Quando você acha a pedra certa

É nesse território metafórico que se inscreve Quando você acha a pedra certa, da norte-americana Mary Lyn Ray. Além de seu jogo entre imagem e texto, o livro é atravessado por reflexões profundamente humanas que tratam as pedras como reflexos das experiências, dos desafios e dos afetos que nos constituem, tornando-se uma leitura sensível e acessível para todos os leitores.

Entre pedras, rochas e minerais, a obra convida o leitor a um percurso sensível pela matéria mais antiga do mundo, aquela que sustenta montanhas e, ao mesmo tempo, habita o bolso de uma criança. Com delicadeza poética, a obra transforma as pedras em metáforas da experiência humana: ora preciosas e luminosas, como gemas que guardam afetos, ora pesadas e imensas, como obstáculos que parecem intransponíveis. Assim, Quando você acha a pedra certa propõe uma reflexão profunda sobre permanência, resistência, beleza e transformação, revelando que, assim como as pedras, nós também carregamos histórias, marcas do tempo e possibilidades de lapidação.

Celebrado como uma obra de rara sensibilidade, o livro de Mary Lyn Ray, tem um texto lírico e contemplativo, que se afasta de abordagens científicas para explorar o valor emocional e simbólico das pedras, reconhecendo nelas fontes de conforto, identidade e pertencimento. Além disso, as ilustrações de Felicita Sala ampliam o sentido do texto ao apresentar uma diversidade de formas, cores e escalas, reforçando a ideia de que não existe uma “pedra certa” para todos – mas aquela que, em determinado momento, se torna essencial para cada um de nós.

O álbum dos álbuns de figurinhas das Copas

Livro conta a história de todas as figurinhas de Copas lançadas no Brasil desde 1934

Antes mesmo de a bola rolar em uma Copa do Mundo, existe um ritual que mobiliza milhões de adultos e crianças: o álbum da Copa. Abrir os envelopes, torcer para sair a figurinha que falta, trocar as repetidas e completar o álbum é um ritual que se repete a cada quatro anos. Lançamento da Panda Books, O álbum dos álbuns de figurinhas das Copas, do jornalista Marcelo Duarte, conta a história de todas as coleções já lançadas no Brasil desde 1934. A ideia de contar a história das Copas por meio das figurinhas publicadas no país é inédita no mundo.

No nosso caso, o hábito de colecionar figurinhas vem do comecinho do século passado. O primeiro álbum de figurinhas do Brasil começou a circular no início dos anos 1900. Era uma publicação da tabacaria Estrela de Nazareth – e cada uma das sessenta figurinhas correspondia a uma bandeira de um país. As primeiras figurinhas de futebol apareceram timidamente em 1919. O primeiro álbum de Copa do Mundo foi lançado no Uruguai, pelas Balas Glorieta, em 1932. O álbum El Deportista, de quarenta páginas, trazia figurinhas de dez times uruguaios, além dos jogadores celestes que conquistaram a medalha de ouro no futebol das Olimpíadas de 1924 e 1928, e também os finalistas da Copa do Mundo de 1930 (Uruguai e Argentina). No final, havia ainda uma página com a Taça Jules Rimet.

As Copas de 1934 e 1938 só tiveram figurinhas avulsas por aqui. Os álbuns de Copas do Mundo começaram a ser publicados no Brasil em 1950 – e o mais especial de todos foi justamente o das famosas Balas Futebol. Vendeu milhares de exemplares, mesmo tendo sido lançado depois da perda do mundial em casa. Dizem que as balas eram horríveis, extremamente açucaradas. Muita gente jogava as balas fora e ficava só com as figurinhas.

Os títulos da Seleção Brasileira de 1958 e 1962 foram decisivos para dar um impulso à produção dos álbuns. Os álbuns com prêmios viraram uma febre. Completar uma página teoricamente dava direito a um prêmio. Não é à toa que esses álbuns quase nunca se completavam. Foi assim que nasceu a expressão “figurinha difícil”, aquela (ou aquelas) que sempre faltava para completar uma página. O livro apresenta álbuns promocionais, álbuns que exaltavam a ditadura militar e até álbuns apócrifos.

Ao longo das 152 páginas de O álbum dos álbuns de figurinhas das Copas, Marcelo apresenta álbuns icônicos, como os da editora Vecchi, o do chiclete Ping Pong e todos da Panini. A editora italiana começou a produzir seus álbuns de Copas em 1970, mas só chegou ao Brasil vinte anos depois, numa parceria com a editora Abril. A partir de 1998, a Panini ficou sozinha e globalizou a publicação, tornando-a uma febre mundial e um negócio bilionário.

Importante: Este livro é uma celebração dos álbuns de figurinhas das Copas e suas histórias. Não se trata de um álbum colecionável e não acompanha figurinhas.

Lançamento de Marcelo Duarte na Bienal do Livro do Rio 2025

Escrito por Marcelo Duarte, 2064: Missão Inteligência Artificial se passa num futuro não muito distante, em que ninguém mais precisa pensar. As máquinas resolvem absolutamente tudo. Não é incrível?

Quem comete a ousadia de pensar pode ser punido pelo temível Grande Inteligência, computador que controla a vida de todos. Até que Bia, Lia e Mia resolvem questionar e desafiar essas regras. Com a ajuda de tia Camélia, as três amigas embarcarão numa aventura cheia de perigos e suspense.

Não deixe de visitar a Panda Books no Boulevard Literário da Bienal do Livro Rio, Ruas T09/U10, entre os dias 13 e 22 de junho, no Riocentro, e garantir o lançamento de Marcelo Duarte!

Panda Books confirmada na Bienal do Livro Rio 2025!

Venha conhecer os livros da Panda Books no estande Boulevard Literário nas Ruas T09/U10, na Bienal do Livro Rio 2025.

O evento acontecerá entre os dias 13 e 22 de Junho no Riocentro, Avenida Salvador Allende, 6555, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Durante a Bienal você terá a oportunidade de conhecer dois autores da Panda:

MARCELO DUARTE

📍 13/06 – Boulevard Literário, Ruas T09/U10, às 19h
📍 14/06 – Espaço Apoteose, às 11h

Marcelo Duarte nasceu na cidade de São Paulo e é autor da famosa série O guia dos curiosos, que hoje conta com dez livros e mais dois O guia dos curiosinhos. Jornalista desde 1984, ele começou a publicar livros juvenis pela coleção Vaga-Lume, e hoje tem nove títulos juvenis publicados pela Panda Books.

CAIO TOZZI

📍 16/06 – Boulevard Literário, Ruas T09/U10, às 11h

Caio Tozzi nasceu em São Paulo e desde criança escreve e desenha. Formado em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduado em roteiro audiovisual na PUC-SP, Tozzi trabalhou com jornalismo e publicidade, concebendo projetos de livros e revistas. Pela Panda Books publicou os livros O segredo do disco perdido, Procura-se Zapata e A viagem de Mundo.

Aproveite os descontos da VII Feira do Livro da Unesp!

Entre os dias 7 e 11 de maio, a Panda Books estará participando da VII Feira do Livro da Unesp, com 50% de desconto em 220 títulos!

Venha nesse tradicional encontro de editoras na rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271, ao lado da Estação Palmeiras-Barra Funda do metrô, em São Paulo, e nos visite nas mesas 217/218 da travessa F.

E para quem não puder estar presente, oferecemos durante o período da feira 40% de desconto nas compras realizadas em nosso site! É sua oportunidade de aproveitar a feira mesmo longe de São Paulo!

“Mitos e bichos de A a Z” é vencedor prêmio AEILIJ

Mitos e bichos de A a Z foi premiado!

O reconhecimento veio na categoria Adaptação ou Reconto da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil.

O livro escrito por Rosana Rios e ilustrado por Andrea Ebert narra 26 histórias que têm animais (ou humanos que se transformam em animais) como protagonistas. São mitos de povos indígenas, nórdicos, egípcios, escandinavos, inuítes e tantos outros.

De A a Z a obra apresenta a aranha Anansi, cujas aventuras fazem parte da mitologia do povo axante, de Gana; o dingo, um cão selvagem das lendas da Austrália; o destino das harpias, famosas aves da mitologia grega; o macaco Hanuman, um deus-herói da Índia e muito mais.

Estamos honrados por receber esse reconhecimento da AEILIJ!

A Panda Books tem quatro livros finalistas do Prêmio AEILIJ!

A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil anunciou os livros finalistas para o Prêmio de 2024, e a Panda Books foi contemplada com quatro livros em duas categorias:

ADAPTAÇÃO OU RECONTO

Mitos e bichos de A a Z, de Rosana Rios e Andrea Ebert: Rosana Rios narra 26 histórias que têm animais (ou humanos que se transformam em animais) como protagonistas. São mitos de povos indígenas, nórdicos, egípcios, escandinavos, inuítes e tantos outros. De A a Z você conhecerá a aranha Anansi, cujas aventuras fazem parte da mitologia do povo axante, de Gana; se encantará com dingo, um cão selvagem das lendas da Austrália; se surpreenderá com o destino das harpias, famosas aves da mitologia grega; e se espantará com a coragem do macaco Hanuman, um deus-herói da Índia.


LIVRO INFORMATIVO

Gigantes do passado, de Ariel Milani Martine, Guilherme Domenichelli e Pábulo Domiciano: Você sabia que com o desaparecimento dos dinossauros, os mamíferos gigantes é que passaram a ocupar o planeta? Várias espécies surgiram, como as preguiças-terrestres, os ursos-de-cara-curta, os cavalos pré-históricos e os poderosos tigres-dentes-de-sabre. Neste livro repleto de fotos e ilustrações, você vai conhecer esses animais incríveis, saber onde eles viviam, do que se alimentavam e como era a convivência entre eles. Para completar esta viagem no tempo, os autores apresentam também os parentes atuais desses gigantes do passado.

Meninos malabares, de Bruna Ribeiro com fotos de Tiago Queiroz Luciano: Nos faróis, nos cemitérios, nas lanchonetes e no campo encontramos crianças e jovens que tentam sobreviver ganhando seu próprio dinheiro, seja para garantir o alimento do dia ou para ajudar a família. Neste livro-reportagem, você vai conhecer dez histórias reais de meninas e meninos que são vítimas da exploração do trabalho infantil, uma prática que ainda perdura em nossa sociedade. São retratos emocionantes de infâncias fragilizadas pela desigualdade social e pelo desamparo. Esta obra é uma denúncia e um apelo para que o direito à infância e à juventude seja garantido e preservado.

O que vai ter para comer?, de Ariela Doctors , Maísa Zakzuk e Bruna Barros: Você sabia que a nossa alimentação afeta todo o planeta? Desmatar as florestas para aumentar as áreas de pastagens de animais tem efeito direto no clima da Terra. Sem contar a poluição dos rios e o impacto que as indústrias alimentícias causam na natureza. Além disso, há o desperdício de comida e o descarte incorreto de embalagens. Neste livro, você vai descobrir como os alimentos são produzidos – do plantio à industrialização –, a importância das comidas regionais e tradicionais, a relação entre alimentação e saúde, e como encontrar um equilíbrio entre as necessidades humanas e a preservação do meio ambiente. Ao longo dos capítulos, confira várias propostas para colocar a mão na massa, com dicas de atividades para realizar em casa ou na escola. Lembre-se: o que você coloca no seu prato pode transformar o planeta!

Conheça Lima Barreto e as denuncias a discriminação racial e a rigidez social

Afonso Henriques de Lima Barreto foi um escritor negro, culto e inteligente, nascido em 1881. Viveu um período difícil após a abolição da escravatura, com uma infância marcada pela morte de sua mãe e pelos problemas mentais do pai. Apesar de sua origem humilde e a discriminação racial, conseguiu estudar em escolas prestigiadas e se destacou como escritor.

Neto de escravizados, enfrentou a dura realidade de ser negro e pobre em uma sociedade elitista. Mesmo assim, ele usou a escrita para combater as injustiças sociais e o preconceito racial, publicando crônicas e artigos críticos sobre os temas.

Embora tivesse uma carreira literária promissora, Lima Barreto enfrentou o alcoolismo, o que o levou a sérias complicações de saúde e várias internações psiquiátricas. Esse vício prejudicou sua vida pessoal e profissional, culminando em sua morte precoce. Faleceu em 1922, aos 41 anos, mas sua obra continua relevante, com destaque para livros como Recordações do escrivão Isaías Caminha e Triste fim de Policarpo Quaresma, que se tornaram clássicos da literatura brasileira.

O livro Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, lançado pela Panda Books, apresenta uma estrutura narrativa não linear, antecipando o modernismo na literatura brasileira. A obra mistura ficção e reflexão, com uma abordagem crítica sobre a sociedade carioca e suas transformações. A edição da Panda Books conta com notas explicativas, mapa dos personagens e prefácio contextualizando a obra e o autor de Fátima Mesquita.

Mulheres que representaram a luta feminina pela liberdade na América Latina | “Sou latino-americana”

Sou latino-americana traz o perfil de figuras femininas fundamentais na história dos 21 países latino-americanos de diversas áreas: aviação, medicina, literatura, artes, docência, ativismo, costura, indígena, balé, música, direito, biologia e mais.

O livro apresenta o protagonismo dessas mulheres nos movimentos de resistência a ditaduras e de enfrentamento às desigualdades. A luta por uma sociedade mais justa, igualitária e democrática é expressa em suas biografias, com informações adicionais sobre a história, a geografia e o contexto geopolítico do lugar onde lutaram pela liberdade – a própria e a de todos seus compatriotas –, com destaque para a importância que tiveram em movimentos que enfrentaram as ditaduras latino-americanas.


Celina Bodenmüller nasceu em Brusque (SC) e mora em São Paulo há mais de cinquenta anos. Em quase vinte anos no mercado editorial, se consolidou como autora de livros infantis e infantojuvenis e costuma trazer em suas obras elementos históricos e culturais próprios de diferentes lugares. Entre seus títulos estão Contos de bichos da África e A Flor de Lirolay e outros contos da América Latina.

 

 

Fabiana Prando é mestre em letras pela Universidade de São Paulo, já foi professora e hoje se define como contadora de histórias. Especializou-se em narração de contos e fala sobre esse tema no Ateliê Ocuili, no YouTube, no Spotify e em uma web-radio. Criou um jogo de cartas chamado Trickster, no qual os participantes criam histórias a partir de cinquenta cartas com arquétipos de imagens primordiais de diversas culturas.

“Era uma vez”… os contos de fadas na educação | “Contos de fadas – Modos de ser e de usar: educação, arte, psicanálise”

Por que ainda nos interessamos por contos de fadas? E por que devemos apresentá-los às crianças?

Descubra como as narrativas mágicas podem ser aliadas poderosas na educação e no desenvolvimento emocional de crianças e adultos. Nesta obra interdisciplinar, a professora e psicanalista Katia Canton nos leva a uma rica jornada, apresentando metodologias ligadas aos contos que transformam práticas pedagógicas e refletem sobre suas potências terapêuticas.

Ao desenvolver essa perspectiva histórica, a autora observa que os contos milenares árabes, as obras pioneiras da poetisa Marie de France, o surgimento das fadas na obra de Madame D’Aulnoy e os clássicos de autores como Charles Perrault, Hans Christian Andersen e os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm constituem ao mesmo tempo um perfil revelador do tempo e do local em que viveram e uma ferramenta poderosa de conexão com a mente das crianças por abordar aspectos que independem de questões geográficas ou geracionais.


Katia Canton é psicanalista, escritora, professora e artista visual, com PhD em artes interdisciplinares pela Universidade de Nova York. Seu trabalho explora arte, feminismo e contos de fadas. Formada em comunica­ção pela Universidade de São Paulo (USP), também estudou arte, dança e arquitetura, e obteve diploma em literatura francesa. Publicou The fairy tale revisited, traduzido no Brasil como E o príncipe dançou… Atuou como repórter cultural e trabalhou no The Museum of Modern Art (MoMA) em pro­jetos de arte-educação. Professora na USP, foi vice-diretora e diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Pesquisa criativida­de, cura e neuroestética, e integra psicanáli­se e arte. Autora de mais de sessenta livros, é premiada com três Prêmios Jabuti.