Por que ainda nos interessamos por contos de fadas? E por que devemos apresentá-los às crianças?
Descubra como as narrativas mágicas podem ser aliadas poderosas na educação e no desenvolvimento emocional de crianças e adultos. Nesta obra interdisciplinar, a professora e psicanalista Katia Canton nos leva a uma rica jornada, apresentando metodologias ligadas aos contos que transformam práticas pedagógicas e refletem sobre suas potências terapêuticas.
Ao desenvolver essa perspectiva histórica, a autora observa que os contos milenares árabes, as obras pioneiras da poetisa Marie de France, o surgimento das fadas na obra de Madame D’Aulnoy e os clássicos de autores como Charles Perrault, Hans Christian Andersen e os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm constituem ao mesmo tempo um perfil revelador do tempo e do local em que viveram e uma ferramenta poderosa de conexão com a mente das crianças por abordar aspectos que independem de questões geográficas ou geracionais.
Katia Canton é psicanalista, escritora, professora e artista visual, com PhD em artes interdisciplinares pela Universidade de Nova York. Seu trabalho explora arte, feminismo e contos de fadas. Formada em comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), também estudou arte, dança e arquitetura, e obteve diploma em literatura francesa. Publicou The fairy tale revisited, traduzido no Brasil como E o príncipe dançou… Atuou como repórter cultural e trabalhou no The Museum of Modern Art (MoMA) em projetos de arte-educação. Professora na USP, foi vice-diretora e diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Pesquisa criatividade, cura e neuroestética, e integra psicanálise e arte. Autora de mais de sessenta livros, é premiada com três Prêmios Jabuti.

Lima Barreto era neto de negros escravizados, filho de uma professora que faleceu quando ele tinha apenas oito anos e de um tipógrafo com transtornos psicóticos. Apesar das dificuldades, conseguiu estudar em bons colégios graças à ajuda de um padrinho, conhecido como visconde do Ouro Preto. Circulando pela elite do Rio de Janeiro, aprendeu desde cedo a realidade do preconceito e da desigualdade no Brasil, e foi a partir dessa consciência que começou a escrever contra tais injustiças. De início trabalhou em uma repartição pública, mas logo se destacou escrevendo crônicas e folhetins para jornais e revistas. Publicou 26 livros, todos com uma veia crítica e linguagem única que lhe custaram popularidade entre a elite intelectual do país. Enfrentou problemas com o álcool e morreu cedo, aos 41 anos, vítima de um colapso cardíaco.



Marcelo Duarte é filho de uma cidadã monte-altense e na infância visitou várias vezes a cidade retratada no livro. Já adulto conheceu o Museu que é o protagonista da trama em uma visita guiada conduzida justamente pelo Prof. Antonio Celso de Arruda Campos, o Toninho que hoje é homenageado com o batismo do local. Outras experiências monte-altenses como os saborosos sorvetes da cidade também aparecem no livro. Marcelo é jornalista, escritor e autor de uma coleção de almanaques aclamada no país inteiro: O Guia dos Curiosos.


Todd Parr é atualmente um dos mais renomados autores de livros infantis porque, dentre outras coisas, traz nos seus desenhos um traço único, autoral e cativante. O impressionante é que, quando criança, esse dom já se manifestava, mas ainda não era compreendido. Um professor de artes, por exemplo, reagiu de maneira tão hostil ao estilo de Todd Parr que ele chegou a desistir do sonho que hoje vive em milhares de exemplares vendidos para crianças do mundo todo. No Brasil, ele chega agora à marca de 23 livros publicados, todos pela Panda Books. Em suas obras, aposta em uma comunicação simples e direta para dialogar com as crianças sobre família, amizade, diversidade, sentimentos e sonhos.
Lewis Carroll era o pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson, um inglês nascido em 1832 que, além de escritor, foi também desenhista, fotógrafo, matemático e reverendo anglicano – experiências que, aliás, vão reverberar nas histórias de Alice no País das Maravilhas. Escrevia poesias desde a infância e ainda em 1856, aos 24 anos, passou a assinar seus textos com o pseudônimo de Lewis Carroll. Em 1862 começou a escrever Alice no País das Maravilhas, o mais famoso dentre os dezessete livros que publicou – isso sem contar outras treze publicações matemáticas. Morreu em 1898, aos 65 anos, como professor da Christ Church, uma das faculdades da Universidade de Oxford.
Já começou o prazo para a escolha dos livros pelas escolas, então marque nos comentários professores, diretores, coordenadores e bibliotecários de escolas públicas que você conhece para saberem dessa novidade!
Em nosso site disponibilizamos o material completo desses livros, com um manual do professor contendo todas as sugestões, propostas de atividade e habilidades mobilizadas para trabalhar cada um dos títulos em sala de aula.