Conheça Lima Barreto e as denuncias a discriminação racial e a rigidez social

Afonso Henriques de Lima Barreto foi um escritor negro, culto e inteligente, nascido em 1881. Viveu um período difícil após a abolição da escravatura, com uma infância marcada pela morte de sua mãe e pelos problemas mentais do pai. Apesar de sua origem humilde e a discriminação racial, conseguiu estudar em escolas prestigiadas e se destacou como escritor.

Neto de escravizados, enfrentou a dura realidade de ser negro e pobre em uma sociedade elitista. Mesmo assim, ele usou a escrita para combater as injustiças sociais e o preconceito racial, publicando crônicas e artigos críticos sobre os temas.

Embora tivesse uma carreira literária promissora, Lima Barreto enfrentou o alcoolismo, o que o levou a sérias complicações de saúde e várias internações psiquiátricas. Esse vício prejudicou sua vida pessoal e profissional, culminando em sua morte precoce. Faleceu em 1922, aos 41 anos, mas sua obra continua relevante, com destaque para livros como Recordações do escrivão Isaías Caminha e Triste fim de Policarpo Quaresma, que se tornaram clássicos da literatura brasileira.

O livro Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, lançado pela Panda Books, apresenta uma estrutura narrativa não linear, antecipando o modernismo na literatura brasileira. A obra mistura ficção e reflexão, com uma abordagem crítica sobre a sociedade carioca e suas transformações. A edição da Panda Books conta com notas explicativas, mapa dos personagens e prefácio contextualizando a obra e o autor de Fátima Mesquita.

Mulheres que representaram a luta feminina pela liberdade na América Latina | “Sou latino-americana”

Sou latino-americana traz o perfil de figuras femininas fundamentais na história dos 21 países latino-americanos de diversas áreas: aviação, medicina, literatura, artes, docência, ativismo, costura, indígena, balé, música, direito, biologia e mais.

O livro apresenta o protagonismo dessas mulheres nos movimentos de resistência a ditaduras e de enfrentamento às desigualdades. A luta por uma sociedade mais justa, igualitária e democrática é expressa em suas biografias, com informações adicionais sobre a história, a geografia e o contexto geopolítico do lugar onde lutaram pela liberdade – a própria e a de todos seus compatriotas –, com destaque para a importância que tiveram em movimentos que enfrentaram as ditaduras latino-americanas.


Celina Bodenmüller nasceu em Brusque (SC) e mora em São Paulo há mais de cinquenta anos. Em quase vinte anos no mercado editorial, se consolidou como autora de livros infantis e infantojuvenis e costuma trazer em suas obras elementos históricos e culturais próprios de diferentes lugares. Entre seus títulos estão Contos de bichos da África e A Flor de Lirolay e outros contos da América Latina.

 

 

Fabiana Prando é mestre em letras pela Universidade de São Paulo, já foi professora e hoje se define como contadora de histórias. Especializou-se em narração de contos e fala sobre esse tema no Ateliê Ocuili, no YouTube, no Spotify e em uma web-radio. Criou um jogo de cartas chamado Trickster, no qual os participantes criam histórias a partir de cinquenta cartas com arquétipos de imagens primordiais de diversas culturas.

“Era uma vez”… os contos de fadas na educação | “Contos de fadas – Modos de ser e de usar: educação, arte, psicanálise”

Por que ainda nos interessamos por contos de fadas? E por que devemos apresentá-los às crianças?

Descubra como as narrativas mágicas podem ser aliadas poderosas na educação e no desenvolvimento emocional de crianças e adultos. Nesta obra interdisciplinar, a professora e psicanalista Katia Canton nos leva a uma rica jornada, apresentando metodologias ligadas aos contos que transformam práticas pedagógicas e refletem sobre suas potências terapêuticas.

Ao desenvolver essa perspectiva histórica, a autora observa que os contos milenares árabes, as obras pioneiras da poetisa Marie de France, o surgimento das fadas na obra de Madame D’Aulnoy e os clássicos de autores como Charles Perrault, Hans Christian Andersen e os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm constituem ao mesmo tempo um perfil revelador do tempo e do local em que viveram e uma ferramenta poderosa de conexão com a mente das crianças por abordar aspectos que independem de questões geográficas ou geracionais.


Katia Canton é psicanalista, escritora, professora e artista visual, com PhD em artes interdisciplinares pela Universidade de Nova York. Seu trabalho explora arte, feminismo e contos de fadas. Formada em comunica­ção pela Universidade de São Paulo (USP), também estudou arte, dança e arquitetura, e obteve diploma em literatura francesa. Publicou The fairy tale revisited, traduzido no Brasil como E o príncipe dançou… Atuou como repórter cultural e trabalhou no The Museum of Modern Art (MoMA) em pro­jetos de arte-educação. Professora na USP, foi vice-diretora e diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Pesquisa criativida­de, cura e neuroestética, e integra psicanáli­se e arte. Autora de mais de sessenta livros, é premiada com três Prêmios Jabuti.

“Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá” | O início de uma nova fase da literatura brasileira

Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá conta a história de um homem comum: Manuel Joaquim Gonzaga de Sá. Sua vida e morte são narradas por um amigo, Antônio Noronha Santos. Não se trata da biografia de um sujeito brilhante, genial ou que tenha protagonizado feitos históricos ao longo da vida.

Descendente da família de Mem de Sá – o português que deu o pontapé inicial na história do Rio de Janeiro –, ele vive uma vida modesta. Teve boa formação escolar, mas não possui nenhum talento extraordinário. Lê muito e conhece muitas coisas, mas é introspectivo e nunca se casou. Acima de tudo, é dono de um olhar peculiar para as transformações urbanas, sociais e culturais do Rio de Janeiro daquela época, e não se sente acolhido nessa cidade que se moderniza ao mesmo tempo que tenta preservar os títulos e a relevância de gerações passadas.

É assim, contando a história de uma vida comum de um homem comum, que Lima Barreto acaba trazendo uma crônica brilhante sobre esse período da história de uma das cidades mais importantes do mundo. A poesia quase acidental que desfila pelas páginas do livro serve a um olhar que poderia ser o do próprio Lima Barreto para o enfado das repartições públicas, os perigos dos valores dominantes naquela sociedade e o dia a dia carioca nos anos 1910.


Lima Barreto era neto de negros escravizados, filho de uma professora que faleceu quando ele tinha apenas oito anos e de um tipógrafo com transtornos psicóticos. Apesar das dificuldades, conseguiu estudar em bons colégios graças à ajuda de um padrinho, conhecido como visconde do Ouro Preto. Circulando pela elite do Rio de Janeiro, aprendeu desde cedo a realidade do preconceito e da desigualdade no Brasil, e foi a partir dessa consciência que começou a escrever contra tais injustiças. De início trabalhou em uma repartição pública, mas logo se destacou escrevendo crônicas e folhetins para jornais e revistas. Publicou 26 livros, todos com uma veia crítica e linguagem única que lhe custaram popularidade entre a elite intelectual do país. Enfrentou problemas com o álcool e morreu cedo, aos 41 anos, vítima de um colapso cardíaco.

“Casa velha” | Segredos e mentiras de um amor difícil

Cinco vezes Machado de Assis. Depois de Memórias póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O alienista, ele chega ao quinto título na série Clássicos da Língua Portuguesa.

A obra da vez é Casa Velha, um texto curto, ágil, envolvente, com capítulos que guardam sempre um desfecho saboroso para gerar expectativa sobre o seguinte.

O enredo conta uma história de amor que se desenrola em uma grande casa antiga e une dois personagens de condições sociais diferentes: Félix é o herdeiro da dona da casa; Lalau é não mais que uma agregada. Os obstáculos decorrentes dessa diferença terminam por constituir um retrato particular daquele Brasil ainda imperial do século XIX.


Joaquim Maria Machado de Assis é o maior autor brasileiro de todos os tempos. Homem negro nascido em 1839, ainda no período da escravidão e do império no Brasil recém-independente, ele iniciou sua vida profissional no serviço público e rapidamente ascendeu como escritor, primeiro por meio de jornais e depois dos livros. Até sua morte, em 1908, se desenvolveu em gêneros diversos, como romances, crônicas, poesias, contos e folhetins. Em vida, publicou dez romances e sete coletâneas, que reúnem parte dos mais de duzentos contos que escreveu (Casa Velha faz parte de uma lista de publicações que foram lançadas após sua morte). Fundador da Academia Brasileira de Letras, Machado emplacou diversas obras antológicas, como Memórias póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O alienista, todas publicadas pela Panda Books.

 

Quer ganhar de presente uma leitura bem divertida para a semana de Natal? | E-book gratuito

A equipe da Panda Books teve uma ideia bem maluquinha: convidar sete autores para escrever um conto de Natal coletivo. A brincadeira foi organizada assim: Marcelo Duarte deu o pontapé inicial e jogou a bola para Penélope Martins, que abriu para Shirley Souza, que cabeceou para Caio Tozzi, que passou para Manuel Filho, que lançou para Carmen Lucia Campos, que finalizou com Henrique Sitchin. Finalizou? Que nada!

Depois dessa jogada, cada um dos craques preparou um final feliz. Isso mesmo! Neste conto, você vai encontrar sete finais diferentes, um mais emocionante que o outro. Suba no trenó do Papai Noel e embarque nesta história repleta de diversão, magia e muita emoção.

Este e-book é um presente de Natal da Panda Books para todos aqueles que acreditam (ou não) em Papai Noel. Mas que ele existe, existe.

EBOOK Conto de Natal

 

Conheça Machado de Assis, o maior escritor brasileiro

Machado de Assis é considerado um dos maiores nomes da literatura no Brasil, tendo escrito em praticamente todos os gêneros literários.

Ele nasceu no dia 21 de junho de 1839. Quando novo, descolou uns trocados vendendo doces feitos pela madrasta e engraxando sapatos. Mais tarde, fez bicos de revisor, ralou em tipografia, foi funcionário público em variadas instâncias (começando como auxiliar do auxiliar e chegando até a diretor chefão). E escreveu: crítica de teatro, poema, resenha de debate do Senado, peça teatral, contos, romances, ensaios, artigos e crônicas para jornais e revistas e ainda soluções para jogos de xadrez.

Mas nada foi fácil pro Machadão. O sujeito sofria de epilepsia, uma doença neurológica sem cura e carregada de preconceito, em especial naqueles tempos. Além disso, nosso amigo era negro e também meio gago. E, como você já deve ter sacado, bem pobre mesmo. Mas era inteligente que só. Tinha esse supertalento atômico para línguas.

Deixou seus vários livros, sua obra, que já foi traduzida e estudada por tudo quanto é canto desse planeta Terra. O que é raro, bem raro mesmo para autores brasileiros.

Você pode conhecer mais de Machado de Assis em nossas edições de Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O alienista, da Coleção Clássicos da Língua Portuguesa. Os livros contam com notas explicativas, mapas dos personagens e prefácio contextualizando a obra e o autor (como esse trechinho biográfico sobre Machadão que você acabou de ler) de Fátima Mesquita.

E no início de 2025 vem mais um livro de Machado de Assis pela Panda Books!

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Onde foram parar os dinossauros? | Roubo de fósseis se torna aventura em novo livro de Marcelo Duarte

Onde foram parar os dinossauros?

No lançamento de Marcelo Duarte, os alunos de uma escola de São Paulo viajam 350 quilômetros para conhecer o Museu de Paleontologia de Monte Alto. Lá, descobrem que a visita não será possível: naquela madrugada o museu fora roubado.

Dada a frustração do grupo de jovens estudantes paulistanos, os locais tentam oferecer alternativas para que a viagem não seja em vão. Enquanto conhece, mesmo que de maneira incompleta, o acervo e a história dos fósseis de Monte Alto, um grupinho de alunos começa a investigar esse misterioso roubo do museu.

Depois que a história termina o livro se preocupa em apresentar alguns breves textos informativos sobre a história dos dinossauros brasileiros e sobre a paleontologia de maneira geral.


Marcelo Duarte é filho de uma cidadã monte-altense e na infância visitou várias vezes a cidade retratada no livro. Já adulto conheceu o Museu que é o protagonista da trama em uma visita guiada conduzida justamente pelo Prof. Antonio Celso de Arruda Campos, o Toninho que hoje é homenageado com o batismo do local. Outras experiências monte-altenses como os saborosos sorvetes da cidade também aparecem no livro. Marcelo é jornalista, escritor e autor de uma coleção de almanaques aclamada no país inteiro: O Guia dos Curiosos.