“Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá” | O início de uma nova fase da literatura brasileira

Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá conta a história de um homem comum: Manuel Joaquim Gonzaga de Sá. Sua vida e morte são narradas por um amigo, Antônio Noronha Santos. Não se trata da biografia de um sujeito brilhante, genial ou que tenha protagonizado feitos históricos ao longo da vida.

Descendente da família de Mem de Sá – o português que deu o pontapé inicial na história do Rio de Janeiro –, ele vive uma vida modesta. Teve boa formação escolar, mas não possui nenhum talento extraordinário. Lê muito e conhece muitas coisas, mas é introspectivo e nunca se casou. Acima de tudo, é dono de um olhar peculiar para as transformações urbanas, sociais e culturais do Rio de Janeiro daquela época, e não se sente acolhido nessa cidade que se moderniza ao mesmo tempo que tenta preservar os títulos e a relevância de gerações passadas.

É assim, contando a história de uma vida comum de um homem comum, que Lima Barreto acaba trazendo uma crônica brilhante sobre esse período da história de uma das cidades mais importantes do mundo. A poesia quase acidental que desfila pelas páginas do livro serve a um olhar que poderia ser o do próprio Lima Barreto para o enfado das repartições públicas, os perigos dos valores dominantes naquela sociedade e o dia a dia carioca nos anos 1910.


Lima Barreto era neto de negros escravizados, filho de uma professora que faleceu quando ele tinha apenas oito anos e de um tipógrafo com transtornos psicóticos. Apesar das dificuldades, conseguiu estudar em bons colégios graças à ajuda de um padrinho, conhecido como visconde do Ouro Preto. Circulando pela elite do Rio de Janeiro, aprendeu desde cedo a realidade do preconceito e da desigualdade no Brasil, e foi a partir dessa consciência que começou a escrever contra tais injustiças. De início trabalhou em uma repartição pública, mas logo se destacou escrevendo crônicas e folhetins para jornais e revistas. Publicou 26 livros, todos com uma veia crítica e linguagem única que lhe custaram popularidade entre a elite intelectual do país. Enfrentou problemas com o álcool e morreu cedo, aos 41 anos, vítima de um colapso cardíaco.

“Casa velha” | Segredos e mentiras de um amor difícil

Cinco vezes Machado de Assis. Depois de Memórias póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O alienista, ele chega ao quinto título na série Clássicos da Língua Portuguesa.

A obra da vez é Casa Velha, um texto curto, ágil, envolvente, com capítulos que guardam sempre um desfecho saboroso para gerar expectativa sobre o seguinte.

O enredo conta uma história de amor que se desenrola em uma grande casa antiga e une dois personagens de condições sociais diferentes: Félix é o herdeiro da dona da casa; Lalau é não mais que uma agregada. Os obstáculos decorrentes dessa diferença terminam por constituir um retrato particular daquele Brasil ainda imperial do século XIX.


Joaquim Maria Machado de Assis é o maior autor brasileiro de todos os tempos. Homem negro nascido em 1839, ainda no período da escravidão e do império no Brasil recém-independente, ele iniciou sua vida profissional no serviço público e rapidamente ascendeu como escritor, primeiro por meio de jornais e depois dos livros. Até sua morte, em 1908, se desenvolveu em gêneros diversos, como romances, crônicas, poesias, contos e folhetins. Em vida, publicou dez romances e sete coletâneas, que reúnem parte dos mais de duzentos contos que escreveu (Casa Velha faz parte de uma lista de publicações que foram lançadas após sua morte). Fundador da Academia Brasileira de Letras, Machado emplacou diversas obras antológicas, como Memórias póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e O alienista, todas publicadas pela Panda Books.

 

Conheça Machado de Assis, o maior escritor brasileiro

Machado de Assis é considerado um dos maiores nomes da literatura no Brasil, tendo escrito em praticamente todos os gêneros literários.

Ele nasceu no dia 21 de junho de 1839. Quando novo, descolou uns trocados vendendo doces feitos pela madrasta e engraxando sapatos. Mais tarde, fez bicos de revisor, ralou em tipografia, foi funcionário público em variadas instâncias (começando como auxiliar do auxiliar e chegando até a diretor chefão). E escreveu: crítica de teatro, poema, resenha de debate do Senado, peça teatral, contos, romances, ensaios, artigos e crônicas para jornais e revistas e ainda soluções para jogos de xadrez.

Mas nada foi fácil pro Machadão. O sujeito sofria de epilepsia, uma doença neurológica sem cura e carregada de preconceito, em especial naqueles tempos. Além disso, nosso amigo era negro e também meio gago. E, como você já deve ter sacado, bem pobre mesmo. Mas era inteligente que só. Tinha esse supertalento atômico para línguas.

Deixou seus vários livros, sua obra, que já foi traduzida e estudada por tudo quanto é canto desse planeta Terra. O que é raro, bem raro mesmo para autores brasileiros.

Você pode conhecer mais de Machado de Assis em nossas edições de Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O alienista, da Coleção Clássicos da Língua Portuguesa. Os livros contam com notas explicativas, mapas dos personagens e prefácio contextualizando a obra e o autor (como esse trechinho biográfico sobre Machadão que você acabou de ler) de Fátima Mesquita.

E no início de 2025 vem mais um livro de Machado de Assis pela Panda Books!

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Onde foram parar os dinossauros? | Roubo de fósseis se torna aventura em novo livro de Marcelo Duarte

Onde foram parar os dinossauros?

No lançamento de Marcelo Duarte, os alunos de uma escola de São Paulo viajam 350 quilômetros para conhecer o Museu de Paleontologia de Monte Alto. Lá, descobrem que a visita não será possível: naquela madrugada o museu fora roubado.

Dada a frustração do grupo de jovens estudantes paulistanos, os locais tentam oferecer alternativas para que a viagem não seja em vão. Enquanto conhece, mesmo que de maneira incompleta, o acervo e a história dos fósseis de Monte Alto, um grupinho de alunos começa a investigar esse misterioso roubo do museu.

Depois que a história termina o livro se preocupa em apresentar alguns breves textos informativos sobre a história dos dinossauros brasileiros e sobre a paleontologia de maneira geral.


Marcelo Duarte é filho de uma cidadã monte-altense e na infância visitou várias vezes a cidade retratada no livro. Já adulto conheceu o Museu que é o protagonista da trama em uma visita guiada conduzida justamente pelo Prof. Antonio Celso de Arruda Campos, o Toninho que hoje é homenageado com o batismo do local. Outras experiências monte-altenses como os saborosos sorvetes da cidade também aparecem no livro. Marcelo é jornalista, escritor e autor de uma coleção de almanaques aclamada no país inteiro: O Guia dos Curiosos.

“A ilustre casa de Ramires” narra a trajetória de Gonçalo Mendes Ramires e lança olhar crítico para a história de Portugal

Publicado em 1900, A ilustre casa de Ramires é um clássico da literatura portuguesa e uma das obras mais emblemáticas do Realismo, em que você vai se divertir com a história de Gonçalo Mendes Ramires, último descendente de uma família da nobreza de Portugal.

Ao retornar para suas terras no interior do país, o rapaz passa a se dedicar a uma novela que reavivará a grandeza de sua linhagem. Ao mesmo tempo, pressionado pelas incertezas da vida moderna, Gonçalo é levado a uma série de ações duvidosas que colocam à prova seu caráter. Ele tem de lidar com o dilema moral de manter a honra de seu nome e, em paralelo, praticar atitudes mesquinhas para ascender socialmente.

Nessa edição especial você tem o texto integral acompanhado de explicações e links que o ajudarão a compreender melhor a trama, diferentes estilos de ilustrações e um mapa dos personagens para você lembrar quem é quem no romance de Eça de Queirós.

Acompanhe a Panda Books nas redes sociais que logo disponibilizaremos o livro para venda em nosso site!

25 anos em 25 histórias | 1-5

Dia 23 de setembro, a Panda Books comemora 25 anos! E para celebrar nosso aniversário, traremos histórias desse período. Nesses 25 anos, a editora já publicou 690 títulos. Sabe qual foi o número 1? Os Endereços Curiosos de São Paulo, escrito pelo jornalista Marcelo Duarte, um dos fundadores da empresa.

O livro inovou por trazer endereços secretos, curiosos e surpreendentes, que jamais entraram em outros guias da cidade. O sucesso foi tão grande que Endereços Curiosos acabou se transformando numa coleção com outros 14 volumes. Veja como a chegada desse livro da gráfica influenciou diretamente a data de comemoração de nosso aniversário.


Durante seus primeiros anos, o nome da Panda Books ficou associado a livros de esportes. Nosso segundo lançamento foi Os arquivos da Fórmula 1 (1999), do jornalista gaúcho Lemyr Martins. Pouco depois, às vésperas das Olimpíadas de Sydney, de 2000, lançamos Os arquivos das Olimpíadas, de Maurício Cardoso.

Esses livros foram importantes para tornar a Panda Books naquilo que desejávamos ser desde o começo: uma editora voltada para livros de referência em diferentes temas. Fomos responsáveis por criar alguns novos formatos, como a coleção O dia em que me tornei… (2008), Escudos dos times do mundo inteiro (2006), A história das camisas dos 12 maiores times do Brasil (2009) e as Bíblias do futebol (2010).

 

O livro dos segundos socorros é um de nossos maiores orgulhos. Ele foi fruto de uma incrível parceria com o grupo Doutores da Alegria, criado pelo ator Wellington Nogueira em 1991 e formado por palhaços que visitam crianças hospitalizadas, levando carinho, esperança e humor nos hospitais. Ficar doente não é nada engraçado, mas, mesmo nessa condição, crianças não deixam de ser crianças. Todas elas continuam querendo brincar. O livro dos segundos socorros teve o apoio da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, que doou 5 mil exemplares para crianças em hospitais.


Ao entrar numa livraria em São Francisco, nos Estados Unidos, o editor Marcelo Duarte se encantou com um livro chamado It’s okay to be different, do californiano Todd Parr. Comprou um exemplar e deu de presente para a filha de 6 anos. A menina se apaixonou tanto pelo livro que Marcelo pensou: “Esse livro precisa ser publicado também no Brasil”. Escreveu para Todd no e-mail que estava na orelha da obra e a resposta veio bastante rápida. Negócio fechado!

Em 2002, a Panda lançou Tudo bem ser diferente. Nasceu aí uma grande parceria: hoje, 22 anos depois, Todd Parr já tem 21 livros editados no Brasil, todos com absoluto sucesso. Doze anos depois, em 2014, Todd Parr veio visitar o Brasil pela primeira vez. Participou de eventos literários em São Paulo (Bienal do Livro, Colégio Marupiara, Casa de Livros e Céu Caminho do Mar), Brasília (Escola Americana de Brasília) e Pirenópolis-GO (6ª Festa Literária de Pirenópolis), Em Pirenópolis, por sinal, ele foi laureado com a chave da cidade. Seus livros já apareceram em diversas novelas da Rede Globo, como Sete Vidas, escrita por Lícia Manzo.


Por que a cor oficial da Panda Books é laranja? Porque é a cor da capa do primeiro O guia dos curiosos, de Marcelo Duarte, um dos fundadores da editora.

Lançada inicialmente pela Companhia das Letras, em 1995, a coleção O guia dos curiosos começou a migrar para a Panda em 2003. Os livros ganharam um novo projeto gráfico, assinado por Mariana Bernd, e uma nova logomarca. O primeiro O guia dos curiosos inédito editado pela Panda foi o de Língua Portuguesa. Enfim, em 2005, o primogênito laranjinha aterrissou aqui.

Uma nova mudança aconteceu em 2021. O guia dos curiosos: edição fora-de-série, décimo título da coleção, recebeu um novo “banho de loja”: é o primeiro colorido, com mais ilustrações e infográficos, num projeto assinado pelo estúdio Casa Rex.

Uma história sobre família, crescimento, amadurecimento e generosidade | “O que acontece quando a gente cresce?”

O que acontece quando a gente cresce?, de Manuel Filho, narra a história de Guilhermina, uma garotinha que vivia entre as linhas e os retalhos que sobravam das costuras de vovó Marlene. As mágicas mãos de sua avó transformavam tecidos em sonhos, e o que a menina mais queria era ter um vestido para o Baile das Flores.

No entanto, ela terá de esperar alguns anos até alcançar a idade certa para participar da festa. Durante esse tempo, tudo muda. A vovó falece, mas deixa um lindo vestido para a neta usar no baile. Para surpresa geral, o vestido não serve em Guilhermina. O que ela irá fazer?

Ilustrado por Vanessa Prezoto, com desenhos ricos em detalhes e texturas, o livroaborda temas como as relações familiares, a morte, o crescimento e o amadurecimento das crianças. Depois de experimentar os sentimentos de raiva e frustração, a personagem irá compreender o significado do  passar do tempo, das mudanças impostas pela vida, e o poder da generosidade e da alteridade.


 

MANUEL FILHO é um escritor que transforma palavras em mundos mágicos para crianças e jovens leitores. Conquistou o Prêmio Jabuti em 2008 com a obra No coração da Amazônia e publicou mais de sessenta livros, incluindo a inédita união das turmas da Mônica e do Menino Maluquinho. Finalista do Prêmio Açorianos de Literatura em 2013, Manuel lançou pela Panda Books A roda da vida, Meu avô português, Tinha que ser comigo?, Vovô não gosta de gelatina e Meu pequeno botão de rosa.

 

VANESSA PREZOTO é ilustradora e designer graduada em desenho industrial/programação visual pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Atuou como designer gráfica e diretora de arte em agências de propaganda, estúdios de design e editora de revistas. Em 2022 foi finalista do Prêmio Jabuti, além de ter outros títulos contemplados com os selos Cátedra Unesco, da PUC-Rio, e Altamente Recomendável, da FNLIJ.

Um lápis e um rabisco especial | Conheça “Im-perfeito”

Era uma vez um rabisco muito tímido, que vivia na ponta de um lápis… Na verdade, ele não queria existir tal como era. Comparava-se com círculos perfeitos e quadrados impecáveis e não aceitava sua imperfeição. Tinha medo de errar e de ser apagado. O lápis que o carregava não conseguia colocá-lo no papel. O tempo passava, o lápis ia sendo apontado, diminuía… E nada de o rabisco sair! Não aceitava se concretizar e existir.

Em Im-perfeito, este conto muito criativo da escritora e ilustradora espanhola Zuriñe Aguirre, o leitor poderá refletir sobre o quanto podemos deixar de fazer coisas e de ser o que somos por medo de errar ou por um ideal de perfeição. Mas será que não somos perfeitos justamente por estarmos sempre mergulhados em imperfeição? E o que é ser perfeito?

Zuriñe Aguirre nasceu na Espanha, em 1976. É ilustradora, pintora e autora de literatura infantil e juvenil. Em sua carreira, publicou 25 livros ilustrados com editoras de diferentes países. Sua obra foi traduzida para Brasil, Chile, Colômbia e Coreia do Sul, entre outros países.


ZURIÑE AGUIRRE nasceu na Espanha, em 1976. É ilustradora, pintora e autora de literatura infantil e juvenil. Atualmente reside em Sevilha. Em sua carreira, publicou 25 livros ilustrados com editoras de diferentes países. Sua obra foi traduzida para Brasil, Chile, Colômbia e Coreia do Sul, entre outros países. Sobre seu trabalho como ilustradora, Zuriñe afirma gostar de utilizar luzes e sombras, bem como cores que transmitem alegria e serenidade. Para conhecer um pouco mais de seu percurso, visite: https://www.zuaguirre.es/

Panda Books confirmada na 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

A Panda Books celebra 25 anos de vida em 2024. Para comemorar esse quarto de século, estaremos presentes na 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O evento acontecerá entre os dias 6 e 15 de setembro no novo Distrito Anhembi.

Fundada em 1999, a Panda Books surgiu para ser uma editora irreverente, com um catálogo de livros que aliassem informação e diversão. Os primeiros lançamentos traziam almanaques, biografias e a clássica coleção do Guia dos Curiosos.

Ao longo dos anos, a editora ampliou o catálogo e investiu em literatura para crianças e jovens. Na área de literatura adulta, a Panda Books se destacou com obras de jornalismo investigativo, contos e crônicas de autores contemporâneos, clássicos da literatura e romances para o público feminino. A diversidade, a curiosidade e a irreverência são as marcas de nossas publicações.

Esperamos vocês em setembro para festejar!