“Darci, você está aí?”: Uma amizade improvável

“Darci, você está aí?” Essa é a pergunta que a personagem faz todo dia antes de entrar em casa. Afinal, um serzinho sapeca resolveu se mudar para lá, causando muito medo na moradora. Dar nome a ele foi o recurso que a moça encontrou para aliviar a tensão dessa relação.

E é a própria Darci quem narra suas aventuras e peripécias, em rimas que brincam com situações bem comuns na vida dos humanos. Em sua biografia ao final do livro (sim, afinal, ela é a autora do texto!), Darci revela ter conhecido muitos exemplares da espécie humana, se surpreendido sobre como eles têm medo de animais tão pequenos quanto ela e se sentido esperançosa de que um dia eles compreendam a importância delas para o planeta.

Será que o momento de Darci ser reconhecida chegou? O final surpreendente dessa história renderá boas risadas aos leitores.

Garanta já o livro!


 

CARMEN LUCIA CAMPOS é uma escritora nascida em São Paulo que tem as histórias como parte do seu cotidiano desde a infância, enquanto ainda ouvia os causos de sua avó. Estudou letras e, além de autora, atuou como editora de livros juvenis, na clássica Coleção Vaga-Lume. Tem mais de trinta livros publicados, entre eles A bisa fala cada coisa, As cores de Corina, Um é pouco?, Meu avô africano e Moleque, todos pela Panda Books.

 

MARCELLO ARAUJO nasceu no Rio de Janeiro em 1961. Começou a desenhar na adolescência e nunca mais parou. É graduado em arquitetura e urbanismo pela UFRJe mestre em comunicação visual pelo Pratt Institute, de Nova York. Além de ilustrador e escritor de livros infantis, tem um estúdio que presta serviços editoriais para editoras do Brasil e do exterior.

Homenagem aos 50 anos da Vaga-Lume: um roubo, um mistério, muitas aventuras

“Detetive Vaga-Lume e o misterioso caso do Escaravelho“, escrito por Marcelo Duarte, é uma grande homenagem à coleção juvenil, que recém-completou 50 anos. O livro tem o mesmo tipo de aventura e suspense que viraram marca registrada da coleção, que formou gerações de leitores por todo o país.

Em “Detetive Vaga-Lume“, o valioso cetro do xeque Tarum é roubado às vésperas da inauguração do resort de Nikolaos Kárabos. Para solucionar o caso, o empresário contrata o desconhecido detetive Vaga-Lume. Mais um complicador: naquele final de semana, Vaga-Lume está cuidando do filho adolescente, Leandro. Existe só uma pista: um bilhete enigmático assinado por “Escaravelho”. Enquanto o detetive interroga suspeitos, Leandro e uma nova amiga, Mazé, iniciam uma investigação paralela. Quem conseguirá desvendar o mistério primeiro: o detetive, as crianças ou você?

O livro vem acompanhado do “Suplemento de Homenagens” – uma versão nostálgica do “Suplemento de Trabalho”, criado pela cinquentenária Coleção Vaga-Lume. O encarte explica todos os easter eggs e referências a livros e autores da série criada pela Editora Ática que estão escondidas no texto. Um suspense para você ler e se emocionar!


 

Marcelo Duarte é jornalista e escritor. Apaixonado por narrativas, descobriu o poder dos livros ainda na adolescência, quando leu os primeiros títulos da consagrada série Vaga-Lume, publicada pela editora Ática. Desde então alimentou o desejo de ser autor dessa e de outras coleções. O sonho se concretizou em muitas páginas: publicou cinco títulos pela Vaga-Lume e criou a própria editora para contar mais histórias, como o Detetive Vaga-Lume e o misterioso caso do Escaravelho, uma homenagem à coleção que o inspirou e que até hoje é referência para jovens leitores.

Conheça a vida de Machado de Assis

Nos últimos dias, Machado de Assis voltou a ser destaque no Brasil e no mundo. A escritora e podcaster americana Courtney Henning Novak se propôs a ler um livro de cada país do mundo, em ordem alfabética, e já na letra B viralizou com seus comentários a respeito de Memórias póstumas de Brás Cubas. “Este é o melhor livro já escrito“, proclamou Courtney. “O que vou fazer depois de terminá-lo? Ainda tenho que ler livros de Brunei a Zimbábue”. Courtney ainda prometeu fazer aulas de português.

Confira o vídeo dela:

O que você conhece de Machado de Assis, o maior escritor brasileiro?

Machado de Assis nasceu no dia 21 de junho de 1839, filho de um brasileiro, Francisco, pintor de paredes, e uma portuguesa dos Açores, dona Maria, lavadeira que, no entanto, morreu quando ele tinha só dez anos de idade.

Quando novo, descolou uns trocados vendendo doces feitos pela madrasta e engraxando sapatos. Mais tarde, fez bicos de revisor, ralou em tipografia, foi funcionário público em variadas instâncias (começando como auxiliar do auxiliar e chegando até a diretor chefão). E escreveu: crítica de teatro, poema, resenha de debate do Senado, peça teatral, contos, romances, ensaios, artigos e crônicas para jornais e revistas e ainda soluções para jogos de xadrez.

Mas nada foi fácil pro Machadão. O sujeito sofria de epilepsia, uma doença neurológica sem cura e carregada de preconceito, em especial naqueles tempos. Além disso, nosso amigo era negro e também meio gago. E, como você já deve ter sacado, bem pobre mesmo. Os pais do pai dele eram escravos alforriados que haviam trabalhado praticamente a vida toda pra família de sua madrinha. Mas era inteligente que só. Tinha esse supertalento atômico para línguas.

Aprendeu muita coisa (mas muita mesmo!) por conta própria, nos livros da biblioteca da família rica da madrinha e de tudo quanto era jeito que ele podia achar. Tinha esse apetite para aprender. Voraz mesmo.

Deixou seus vários livros, sua obra, que já foi traduzida e estudada por tudo quanto é canto desse planeta Terra. O que é raro, bem raro mesmo para autores brasileiros.

Você pode conhecer mais de Machado de Assis em nossas edições de Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O alienista, da Coleção Clássicos da Língua Portuguesa. Os livros contam com notas explicativas, mapas dos personagens e prefácio contextualizando a obra e o autor (como esse trechinho biográfico sobre Machadão que você acabou de ler) de Fátima Mesquita.

Conheça a banda Sweet, do livro “Vida instantânea”

No romance Vida instantânea, escrito por Marcelo Duarte e Penélope Martins, seis adolescentes vencem um reality show e formam a banda Sweet, que vira um fenômeno musical da noite para o dia. Mas a inesperada saída de uma das integrantes vem cercada de grande mistério.

Por que Bárbara desistiu de seu grande sonho na carreira artística? O cancelamento do grupo nas redes sociais muda a vida de todos eles, especialmente de Theo, e atrapalha uma promissora história de amor.

Até descobrir a razão do misterioso desaparecimento de Bárbara, acompanhamos como Theo e seus colegas de banda lidam com o término da fama, enquanto a obra nos convida a pensar sobre assuntos que estão na ordem do dia, como culturas do imediatismo, do cancelamento e do assédio.

E tem mais! Ao longo dos capítulos, você poderá ouvir a trilha sonora, composta e gravada especialmente para o livro. São oito canções criadas pela própria Penélope, com música do produtor e instrumentista Rodrigo Di Giorgio.

Confira a playlist e conheça mais sobre o livro!


Marcelo Duarte é jornalista e escritor. Lançou em 1995 o primeiro O guia dos curiosos, hoje uma coleção com dez volumes. Tem também dez romances juvenis publicados, entre eles Esquadrão Curioso: caçadores de fake news, O mistério da figurinha dourada e Que nem maré. É atualmente um dos curadores do Museu do Futebol, em São Paulo. Trabalhou na rádio (Bandeirantes SP e BandNews FM) e na televisão (Loucos por Futebol, na ESPN-Brasil). Compartilha seus conteúdos nas redes sociais do @guiadoscuriosos, que soma hoje quase 1 milhão de seguidores.

 

Penélope Martins é escritora e narradora de histórias. Advogada pós-graduada em direitos humanos, dedica-se à formação de novos leitores desde 2006, produzindo conteúdo para o desenvolvimento contínuo de educadores e mediadores. Atua em projetos de fomento da palavra escrita e falada. Participou de coletivos de mulheres com poesia autoral e é autora e curadora do projeto Mulheres que Leem Mulheres. Entre seus livros publicados estão Minha vida não é cor-de-rosa e Uma boneca para Menitinha, ambos ganhadores do Prêmio Biblioteca Nacional.

10 coisas que posso fazer para salvar o planeta

Conheça 10 recomendações do autor Todd Parr para ajudarmos a salvar nosso planeta.


Desligar as luzes


Reciclar!


Reaproveitar as sobras de comida


Cuidar das minhocas


Dividir um livro


Plantar uma árvore


Usar os dois lados do papel


Economizar água


Jogar o lixo no lixo


Colocar meu calção no freezer quando estiver muito quente

Essas e outras dicas estão presentes em “O livro do planeta Terra”, que mostra que pequenos gestos podem fazer toda a diferença.

Gestos simples como não usar sacolas plásticas, reciclar o lixo, economizar água, não poluir o ar, apagar as luzes e não desperdiçar alimentos são fundamentais para manter um planeta sustentável.

“Uma estrela chamada Senna” – 30 anos da morte de Ayrton Senna

Quem olhar o céu do hemisfério Norte poderá ver Ayrton Senna em forma de estrela, brilhante e eterno como os astros. No catálogo internacional de astronomia, Senna transformou-se na estrela 5 2942-1502, que a International Star Registry foi buscar na galáxia para presentear a família do grande piloto. Um ponto luminoso no firmamento que materializou a metáfora cunhada por aqueles que, como nós, viram em Ayrton Senna uma luz própria, que agora resplandece num pódio onde nenhum outro astro da constelação da Fórmula 1 conseguiu chegar.

“Uma estrela chamada Senna” é escrito pelo jornalista Lemyr Martins, que acompanhou toda a carreira do piloto Ayrton Senna, desde sua estreia no kart, em 1973. Lemyr tornou-se até confidente do brasileiro quando ele morava na Europa.

Nos formatos e-book e audiolivro, “Uma estrela chamada Senna” traz os bastidores dos 161 Grandes Prêmios disputados por ele, as negociações com as escuderias e detalhes da vida pessoal do piloto. Trata-se do mais completo livro sobre a carreira e a vida do tricampeão da Fórmula 1.

E agora em 2024, ano em que fãs do mundo inteiro lembrarão dos trinta anos da trágica morte de nossa estrela, a Panda Books relança este best-seller!

http://pandabooks.com.br/esportes/biografia/uma-estrela-chamada-senna

Além disso, até dia 01/05/2024, estamos promovendo um concurso cultural para você contar sua melhor história com Ayrton Senna.

Os cinco melhores relatos serão premiados com a versão em audiolivro de “Uma estrela chamada Senna”, disponível na plataforma Audible.

Saiba mais e participe do concurso:

http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdZFiq3Ez8nlMKue40yESqW7G3AZ_l7eRA8eqq0yi2aBLY9Mg/viewform?pli=1&pli=1l

O resultado será divulgado no dia 05/05/2024, em nosso Instagram.

*As cinco histórias serão avaliadas e escolhidas pelos profissionais da editora. É vedada a participação de funcionários da editora, assim como de seus cônjuges e parentes.

Caio Vilela

Dia do Fotógrafo: Os registros de Caio Vilela pelo mundo

8 de janeiro é Dia do Fotógrafo. Celebramos a data com Caio Vilela, autor das imagens de “Futebol sem fronteiras” e “Um mundo de crianças”. Ele faz diversas viagens a trabalho, já visitou 108 países e foi até para a Antártida, mas, curiosamente, cresceu em uma casa onde esses passeios não aconteciam. Os pais caíam na estrada apenas para visitar avós de Caio, que moravam no interior de São Paulo. Tem outra: eles também não eram de tirar fotos. Nunca. Apenas o avô materno, Alcyr Ribeiro, tinha câmera e fez registros da infância do fotógrafo. “Era só aquela foto de aniversário, do moleque assoprando o bolo”, lembra.

O interesse por clicar o mundo surgiu graças ao amigo de escola Cláudio Wakahara: “Ele fotografava por diversão, revelava e ampliava fotos no laboratório de seu pai”. Caio visitava o lugar e teve seu primeiro emprego lá, como assistente do arquiteto e museólogo Júlio Abe Wakahara. “Era um casarão antigo na Bela Vista. Você entrava e descia várias escadas para chegar ao laboratório”. Tinha, então, 16 anos e ganhou de presente a câmera do avô. A levou para sua primeira viagem internacional, quando fotografou na Patagônia, em 1990, aos 19 anos. A vontade de viajar foi estimulada pelo outro avô: Saulo Vilela. Apaixonado por trens e geografia, gostava de testar o conhecimento dos netos: “Ele nos perguntava coisas como a capital da República do Congo e países banhados pelo Oceano Índico”.

Conforme juntava economias com o dinheiro do trabalho, Caio viajava e fotografava. Em seus mochilões, gostava de brincar com crianças, especialmente nas regiões pobres. “Eu me divertia com elas, desenhava e visitava escolas. Também fazia anotações sobre como era o lazer, a alimentação, e a educação”. Chegou um momento em que reuniu todo o material e criou o livro “Um mundo de crianças”, com a jornalista Ana Busch.

Em suas andanças pelo mundo, certa vez, fotografou uma partida de futebol de rua no Irã. Estava em uma cidade chamada Yazd e gostou do contraste entre a pelada e a arquitetura característica do local ao fundo. O estalo veio depois de a imagem ser publicada na revista de bordo da Varig: “Comecei a procurar futebol nas viagens”. Em visitas a lugares muito emblemáticos, como o Machu Picchu, ele até levava uma bola. Mas Caio virou um especialista e descobriu até o horário sagrado do futebol: 17h. “Quem trabalha, já trabalhou; quem estuda, estudou; o sol já baixou e, nos países islâmicos, é o horário logo depois da reza. Às 5 da tarde, com uma bicicleta alugada ou um taxista esperto, eu consigo achar o futebol acontecendo em qualquer lugar do mundo”.

O livro deu origem a uma exposição no Museu do Futebol, em São Paulo, entre 2009 e 2010. Era chamada “Ora, Bolas! O Futebol Pelo Mundo”. Caio não parou de fotografar o esporte nas ruas de onde viajava. O material cresceu, e os convites para expor também. No Brasil, suas imagens foram apresentadas em shopping centers, no Conjunto Nacional, em São Paulo, e em diferentes unidades do Sesc, como na “Futegrafias”, exposição que aconteceu durante a Copa do Mundo de 2014.

O trabalho ganhou o mundo e foi apresentado em lugares como Belgrado (Sérvia), Islamabade (Paquistão), Doha (Catar), Quito (Equador), a prefeitura de Paris (França) e o Planetário de Bogotá (Colombia).