25 anos em 25 histórias | 1-5

Dia 23 de setembro, a Panda Books comemora 25 anos! E para celebrar nosso aniversário, traremos histórias desse período. Nesses 25 anos, a editora já publicou 690 títulos. Sabe qual foi o número 1? Os Endereços Curiosos de São Paulo, escrito pelo jornalista Marcelo Duarte, um dos fundadores da empresa.

O livro inovou por trazer endereços secretos, curiosos e surpreendentes, que jamais entraram em outros guias da cidade. O sucesso foi tão grande que Endereços Curiosos acabou se transformando numa coleção com outros 14 volumes. Veja como a chegada desse livro da gráfica influenciou diretamente a data de comemoração de nosso aniversário.


Durante seus primeiros anos, o nome da Panda Books ficou associado a livros de esportes. Nosso segundo lançamento foi Os arquivos da Fórmula 1 (1999), do jornalista gaúcho Lemyr Martins. Pouco depois, às vésperas das Olimpíadas de Sydney, de 2000, lançamos Os arquivos das Olimpíadas, de Maurício Cardoso.

Esses livros foram importantes para tornar a Panda Books naquilo que desejávamos ser desde o começo: uma editora voltada para livros de referência em diferentes temas. Fomos responsáveis por criar alguns novos formatos, como a coleção O dia em que me tornei… (2008), Escudos dos times do mundo inteiro (2006), A história das camisas dos 12 maiores times do Brasil (2009) e as Bíblias do futebol (2010).

 

O livro dos segundos socorros é um de nossos maiores orgulhos. Ele foi fruto de uma incrível parceria com o grupo Doutores da Alegria, criado pelo ator Wellington Nogueira em 1991 e formado por palhaços que visitam crianças hospitalizadas, levando carinho, esperança e humor nos hospitais. Ficar doente não é nada engraçado, mas, mesmo nessa condição, crianças não deixam de ser crianças. Todas elas continuam querendo brincar. O livro dos segundos socorros teve o apoio da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, que doou 5 mil exemplares para crianças em hospitais.


Ao entrar numa livraria em São Francisco, nos Estados Unidos, o editor Marcelo Duarte se encantou com um livro chamado It’s okay to be different, do californiano Todd Parr. Comprou um exemplar e deu de presente para a filha de 6 anos. A menina se apaixonou tanto pelo livro que Marcelo pensou: “Esse livro precisa ser publicado também no Brasil”. Escreveu para Todd no e-mail que estava na orelha da obra e a resposta veio bastante rápida. Negócio fechado!

Em 2002, a Panda lançou Tudo bem ser diferente. Nasceu aí uma grande parceria: hoje, 22 anos depois, Todd Parr já tem 21 livros editados no Brasil, todos com absoluto sucesso. Doze anos depois, em 2014, Todd Parr veio visitar o Brasil pela primeira vez. Participou de eventos literários em São Paulo (Bienal do Livro, Colégio Marupiara, Casa de Livros e Céu Caminho do Mar), Brasília (Escola Americana de Brasília) e Pirenópolis-GO (6ª Festa Literária de Pirenópolis), Em Pirenópolis, por sinal, ele foi laureado com a chave da cidade. Seus livros já apareceram em diversas novelas da Rede Globo, como Sete Vidas, escrita por Lícia Manzo.


Por que a cor oficial da Panda Books é laranja? Porque é a cor da capa do primeiro O guia dos curiosos, de Marcelo Duarte, um dos fundadores da editora.

Lançada inicialmente pela Companhia das Letras, em 1995, a coleção O guia dos curiosos começou a migrar para a Panda em 2003. Os livros ganharam um novo projeto gráfico, assinado por Mariana Bernd, e uma nova logomarca. O primeiro O guia dos curiosos inédito editado pela Panda foi o de Língua Portuguesa. Enfim, em 2005, o primogênito laranjinha aterrissou aqui.

Uma nova mudança aconteceu em 2021. O guia dos curiosos: edição fora-de-série, décimo título da coleção, recebeu um novo “banho de loja”: é o primeiro colorido, com mais ilustrações e infográficos, num projeto assinado pelo estúdio Casa Rex.

Panda Books confirmada na 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

A Panda Books celebra 25 anos de vida em 2024. Para comemorar esse quarto de século, estaremos presentes na 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O evento acontecerá entre os dias 6 e 15 de setembro no novo Distrito Anhembi.

Fundada em 1999, a Panda Books surgiu para ser uma editora irreverente, com um catálogo de livros que aliassem informação e diversão. Os primeiros lançamentos traziam almanaques, biografias e a clássica coleção do Guia dos Curiosos.

Ao longo dos anos, a editora ampliou o catálogo e investiu em literatura para crianças e jovens. Na área de literatura adulta, a Panda Books se destacou com obras de jornalismo investigativo, contos e crônicas de autores contemporâneos, clássicos da literatura e romances para o público feminino. A diversidade, a curiosidade e a irreverência são as marcas de nossas publicações.

Esperamos vocês em setembro para festejar!

Homenagem aos 50 anos da Vaga-Lume: um roubo, um mistério, muitas aventuras

“Detetive Vaga-Lume e o misterioso caso do Escaravelho“, escrito por Marcelo Duarte, é uma grande homenagem à coleção juvenil, que recém-completou 50 anos. O livro tem o mesmo tipo de aventura e suspense que viraram marca registrada da coleção, que formou gerações de leitores por todo o país.

Em “Detetive Vaga-Lume“, o valioso cetro do xeque Tarum é roubado às vésperas da inauguração do resort de Nikolaos Kárabos. Para solucionar o caso, o empresário contrata o desconhecido detetive Vaga-Lume. Mais um complicador: naquele final de semana, Vaga-Lume está cuidando do filho adolescente, Leandro. Existe só uma pista: um bilhete enigmático assinado por “Escaravelho”. Enquanto o detetive interroga suspeitos, Leandro e uma nova amiga, Mazé, iniciam uma investigação paralela. Quem conseguirá desvendar o mistério primeiro: o detetive, as crianças ou você?

O livro vem acompanhado do “Suplemento de Homenagens” – uma versão nostálgica do “Suplemento de Trabalho”, criado pela cinquentenária Coleção Vaga-Lume. O encarte explica todos os easter eggs e referências a livros e autores da série criada pela Editora Ática que estão escondidas no texto. Um suspense para você ler e se emocionar!


 

Marcelo Duarte é jornalista e escritor. Apaixonado por narrativas, descobriu o poder dos livros ainda na adolescência, quando leu os primeiros títulos da consagrada série Vaga-Lume, publicada pela editora Ática. Desde então alimentou o desejo de ser autor dessa e de outras coleções. O sonho se concretizou em muitas páginas: publicou cinco títulos pela Vaga-Lume e criou a própria editora para contar mais histórias, como o Detetive Vaga-Lume e o misterioso caso do Escaravelho, uma homenagem à coleção que o inspirou e que até hoje é referência para jovens leitores.

Conheça a vida de Machado de Assis

Nos últimos dias, Machado de Assis voltou a ser destaque no Brasil e no mundo. A escritora e podcaster americana Courtney Henning Novak se propôs a ler um livro de cada país do mundo, em ordem alfabética, e já na letra B viralizou com seus comentários a respeito de Memórias póstumas de Brás Cubas. “Este é o melhor livro já escrito“, proclamou Courtney. “O que vou fazer depois de terminá-lo? Ainda tenho que ler livros de Brunei a Zimbábue”. Courtney ainda prometeu fazer aulas de português.

Confira o vídeo dela:

O que você conhece de Machado de Assis, o maior escritor brasileiro?

Machado de Assis nasceu no dia 21 de junho de 1839, filho de um brasileiro, Francisco, pintor de paredes, e uma portuguesa dos Açores, dona Maria, lavadeira que, no entanto, morreu quando ele tinha só dez anos de idade.

Quando novo, descolou uns trocados vendendo doces feitos pela madrasta e engraxando sapatos. Mais tarde, fez bicos de revisor, ralou em tipografia, foi funcionário público em variadas instâncias (começando como auxiliar do auxiliar e chegando até a diretor chefão). E escreveu: crítica de teatro, poema, resenha de debate do Senado, peça teatral, contos, romances, ensaios, artigos e crônicas para jornais e revistas e ainda soluções para jogos de xadrez.

Mas nada foi fácil pro Machadão. O sujeito sofria de epilepsia, uma doença neurológica sem cura e carregada de preconceito, em especial naqueles tempos. Além disso, nosso amigo era negro e também meio gago. E, como você já deve ter sacado, bem pobre mesmo. Os pais do pai dele eram escravos alforriados que haviam trabalhado praticamente a vida toda pra família de sua madrinha. Mas era inteligente que só. Tinha esse supertalento atômico para línguas.

Aprendeu muita coisa (mas muita mesmo!) por conta própria, nos livros da biblioteca da família rica da madrinha e de tudo quanto era jeito que ele podia achar. Tinha esse apetite para aprender. Voraz mesmo.

Deixou seus vários livros, sua obra, que já foi traduzida e estudada por tudo quanto é canto desse planeta Terra. O que é raro, bem raro mesmo para autores brasileiros.

Você pode conhecer mais de Machado de Assis em nossas edições de Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O alienista, da Coleção Clássicos da Língua Portuguesa. Os livros contam com notas explicativas, mapas dos personagens e prefácio contextualizando a obra e o autor (como esse trechinho biográfico sobre Machadão que você acabou de ler) de Fátima Mesquita.

Conheça a banda Sweet, do livro “Vida instantânea”

No romance Vida instantânea, escrito por Marcelo Duarte e Penélope Martins, seis adolescentes vencem um reality show e formam a banda Sweet, que vira um fenômeno musical da noite para o dia. Mas a inesperada saída de uma das integrantes vem cercada de grande mistério.

Por que Bárbara desistiu de seu grande sonho na carreira artística? O cancelamento do grupo nas redes sociais muda a vida de todos eles, especialmente de Theo, e atrapalha uma promissora história de amor.

Até descobrir a razão do misterioso desaparecimento de Bárbara, acompanhamos como Theo e seus colegas de banda lidam com o término da fama, enquanto a obra nos convida a pensar sobre assuntos que estão na ordem do dia, como culturas do imediatismo, do cancelamento e do assédio.

E tem mais! Ao longo dos capítulos, você poderá ouvir a trilha sonora, composta e gravada especialmente para o livro. São oito canções criadas pela própria Penélope, com música do produtor e instrumentista Rodrigo Di Giorgio.

Confira a playlist e conheça mais sobre o livro!


Marcelo Duarte é jornalista e escritor. Lançou em 1995 o primeiro O guia dos curiosos, hoje uma coleção com dez volumes. Tem também dez romances juvenis publicados, entre eles Esquadrão Curioso: caçadores de fake news, O mistério da figurinha dourada e Que nem maré. É atualmente um dos curadores do Museu do Futebol, em São Paulo. Trabalhou na rádio (Bandeirantes SP e BandNews FM) e na televisão (Loucos por Futebol, na ESPN-Brasil). Compartilha seus conteúdos nas redes sociais do @guiadoscuriosos, que soma hoje quase 1 milhão de seguidores.

 

Penélope Martins é escritora e narradora de histórias. Advogada pós-graduada em direitos humanos, dedica-se à formação de novos leitores desde 2006, produzindo conteúdo para o desenvolvimento contínuo de educadores e mediadores. Atua em projetos de fomento da palavra escrita e falada. Participou de coletivos de mulheres com poesia autoral e é autora e curadora do projeto Mulheres que Leem Mulheres. Entre seus livros publicados estão Minha vida não é cor-de-rosa e Uma boneca para Menitinha, ambos ganhadores do Prêmio Biblioteca Nacional.

Todas as mulheres de José de Alencar

Escritor cearense marcou seu nome na literatura brasileira com romances que colocaram a personalidade forte de suas protagonistas em destaque

Lucíola”, lançamento da Panda Books na série “Clássicos da Língua Portuguesa”, não é a única obra de José de Alencar (1829-1877) a trazer no nome uma figura feminina. Também não é o único título a apostar na personalidade forte e envolvente de uma protagonista feminina para desenvolver um romance capaz de prender a atenção do leitor.

Na verdade, o escritor cearense desenvolveu uma espécie de trilogia de perfis femininos que compõem o que se pode chamar de “mulheres alencarianas”. As histórias não estão ligadas do ponto de vista narrativo e tampouco são uma continuação uma da outra, mas podem ser interpretadas como partes de uma triologia pelas semelhanças na estrutura do romance – são mulheres fortes, de personalidade, que retratam o tempo em que viveram (e no qual Alencar viveu e escreveu) e que têm uma visão mais avançada dos costumes.

Lucíola”, o primeiro deles, por exemplo, saiu em 1862, num Brasil já independente e ainda não republicano; em tempos pré-iluministas de uma moral extremamente rígida sobretudo para as mulheres. Só que, ao mesmo tempo, com a memória ainda fresca de um dos grandes sucessos do escritor francês Alexandre Dumas: “A dama das camélias”, lançado em 1848. São muitas as semelhanças entre o clássico europeu e a trajetória da menina Maria da Glória. Ao ser expulsa de casa, ele se tornou Lúcia, uma cortesã – igual à Camille de Dumas (eram chamadas de “cortesãs” as prostitutas que atendiam clientes ricos).

Lucíola vive os seus conflitos internos e a repulsa pela própria vida de devassidão, enquanto encanta um jovem pernambucano chamado Paulo, que se apaixona pela pureza daquela mulher.

Dois anos depois, José de Alencar lançou “Diva”. Não era de forma alguma uma continuação, mas hoje em dia talvez pudesse até ser considerado um spin-off porque traz de volta a figura de Paulo. A diferença é que ele deixa de ser um protagonista para ser tão somente uma testemunha dos encantos de seu amigo, o médico Augusto Amaral, pela jovem Emília – a “diva” da história.

Dessa forma, se quisermos analisar as duas obras em conjunto, temos dois homens semelhantes no comportamento e na forma de ver o mundo profundamente encantados por mulheres totalmente diferentes. A Emília de “Diva” não admite ser tocada e demora até se abrir para o amor ou mesmo para qualquer ação que escape de sua própria rigidez moral.

Em seus romances urbanos que flertaram com o realismo de Machado de Assis, Alencar conseguiu, em um intervalo de dois anos, surpreender ao sair dos supostos pecados cotidianos de Lúcia para o pudor indestrutível de Emília.

O tempo passou. O escritor cearense experimentou novos caminhos e alcançou com outra mulher – Iracema, a virgem dos lábios de mel, a representante da força dos povos originários brasileiros – o seu maior sucesso.

Já no fim da vida, Alencar voltou a explorar um romance urbano com protagonista feminina que, pelas semelhanças, fecha essa trilogia. “Senhora” foi publicado em 1875 para arrematar toda a reflexão do autor sobre os embates entre o amor e o interesse. Apresenta, em Aurélia Camargo, uma mulher forte e decidida, que poderia simplesmente aceitar a humilhação de ter sido preterida pelo seu grande amor, Fernando, mais preocupado em arranjar um casamento com uma mulher rica. Acontece que ela própria se torna essa mulher, que pode comprar Fernando para estabelecer uma relação de poder diferente daquela que os romances mais tradicionais idealizavam para as mulheres. É, de certa forma, um retrato também de um Brasil com mulheres mais alfabetizadas e letradas, que tiveram seus novos anseios desvendados por autores como Alencar.

Apesar de originalmente não terem ligação direta, as três obras são naturalmente associadas. Tanto que, em 2005, a TV Record colocou no ar a novela “Essas Mulheres”. O autor Marcílio Moraes aproveitou o fato de as três protagonistas viverem na mesma época e criou uma história na qual elas viraram amigas que viveram cada uma o seu romance. Christine Fernandes foi a “Senhora” Aurélia Camargo; Miriam Freeland, a “Diva” Emília Duarte; e Carla Cabral, a Lúcia – ou “Lucíola”, que a Panda Books apresenta em nova edição da coleção “Clássicos da Língua Portuguesa”.

10 curiosidades sobre “Marília de Dirceu”

Livro do português Tomás Antônio de Gonzaga é novo lançamento da série “Os clássicos” da Panda Books

Novo volume da série “Clássicos da Língua Portuguesa”, da Panda Books, o livro “Marília de Dirceu” tem mais de 200 anos e continua sendo presença constante nas listas de obras obrigatórias para os principais vestibulares do Brasil. Já está, inclusive, no caminho dos estudantes que irão prestar a Fuvest este ano.

Essa presença por si só marca a relevância e a força da obra, que mistura uma bela história de amor e os desabafos de um escritor talentoso, castigado por tentar mudar os rumos da política de um Brasil ainda preso às mãos de Portugal. Isso sem falar na estética própria do movimento conhecido como arcadismo, um dos primeiros “filhos” do iluminismo europeu.

1. Tomás Antônio de Gonzaga nasceu em Portugal em 1744. Filho de pai brasileiro, viveu entre os dois países e, na infância, morou no Recife e em Salvador, antes de voltar para Portugal para fazer faculdade em Coimbra. Ele já escrevia poemas por lá, mas foi quando voltou ao Brasil para trabalhar como magistrado em Vila Rica – hoje Ouro Preto – que a carreira de escritor decolou.

2. Além de poeta, Tomás participou ativamente da vida política mineira e brasileira. Ele foi um dos membros do movimento conhecido como Inconfidência Mineira, que tentava libertar Minas Gerais e o Brasil dos abusos da Coroa Portuguesa. Acabou preso e levado para a Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Condenado, seguiu para um exílio forçado em Moçambique, onde se casou, teve dois filhos e morreu em 1810.

3. “Marília de Dirceu” é um livro estruturado em liras. O gênero literário lírico tem o seu batismo inspirado no instrumento musical “lira”, que na Grécia Antiga acompanhava os poetas em uma época na qual os poemas eram todos cantados, e não apenas declamados ou escritos. Foi a partir do século XV que as poesias, ou liras, deixaram de ser cantadas para serem apenas faladas ou escritas.

4. “Marília de Dirceu” foi publicado em um intervalo de vinte anos. A primeira parte, dividida em 33 liras, saiu em 1792; a segunda, com 38 liras, foi impressa em 1799; a parte final, com nove liras e mais treze sonetos (poema dividido em duas estrofes de quatro versos e mais duas estrofes de três versos) só foi revelada em 1812, dois anos depois da morte de Tomás Antônio de Gonzaga.

5. Embora isso não seja dito de maneira explícita, “Marília de Dirceu” revela em grande parte uma história pessoal de amor de Tomás Antônio de Gonzaga. Quando chegou ao Brasil, para trabalhar em Vila Rica como magistrado, ele conheceu Maria Doroteia Joaquina de Seixas e se apaixonou enlouquecidamente. Ela era muito mais jovem e muito mais rica. Mesmo assim, formou-se ali um casal. Antes mesmo do casamento, Tomás foi preso. Também militante da emancipação do Brasil, Maria escapou da prisão, mas nunca mais pôde viver ao lado do então noivo.

6. Dessa forma, a primeira parte do livro traz liras que versam sobre o amor de Dirceu (que seria um alter ego de Tomás) por Marília (personagem potencialmente inspirada em Maria) e também o amor de Marília por Dirceu; a segunda parte já fala sobre o desencontro e a saudade. A terceira parte reúne poemas escritos antes de Dirceu conhecer Marília.

7. Apesar da semelhança com os amores da vida real, o livro de Tomás Antônio de Gonzaga é ambientado no interior de Portugal. Dirceu e Marília são pastores de ovelhas e cultivam um amor que adota essa paisagem simples como um elemento importante para que esse amor floresça. Não há objetivo maior que viver ali, juntos, até o fim da vida.

8. A obra é uma das principais expoentes do arcadismo no Brasil. Esse movimento literário surgiu na Europa no século XVIII no vácuo das ideias do iluminismo. Valorizava as paisagens naturais, bucólicas e rurais, e o resgate de temáticas, ideias e referências da Antiguidade Clássica. Já no começo de “Marília de Dirceu”, o autor mostra um vasto repertório de deuses gregos, dentre outros elementos da Grécia Antiga, para que Dirceu se declare para Marília. A propósito, a “Arcádia” era uma província da Grécia Antiga e se tornou uma espécie de paraíso, um ideal para poetas e artistas que acreditavam na relação direta entre a felicidade e a vida em contato com a natureza.

9. O livro “Marília de Dirceu” inspirou o batismo da cidade de Marília, que fica 438 quilômetros a noroeste de São Paulo. O fundador da cidade, Bento de Abreu Sampaio Vidal, tinha lido o livro em uma viagem para a Europa e resolveu nomear o município paulista com uma homenagem à protagonista.

10. Em 1967, os Correios lançaram uma série de seis selos comemorativos em homenagem a grandes mulheres brasileiras. Em meio a heroínas da vida real como Madre Joana Angélica, Rita Lobato, Ana Neri, Darcy Vargas e Anita Garibaldi, havia um selo para uma personagem da ficção: Marília de Dirceu. O selo de 2 centavos foi lançado em 11 de agosto de 1967. Em 1994, Marília de Dirceu voltou a estampar um selo por ocasião dos 250 anos de nascimento de Tomás Antônio Gonzaga, com ilustração da artista plástica Martha Poppe.

As mais belas histórias do Evangelho: papa Francisco lança livro para crianças

“Um homem que fala de frente tanto com líderes políticos quanto com crianças”. Assim Frei Alvaci Mendes da Luz, padre franciscano e mestrando em história pela PUC-SP, define o papa Francisco, que completará sete anos à frente da Igreja Católica no dia 13 de março. Durante esse período, o pontífice chamou atenção pela forma como aborda assuntos considerados polêmicos, e escreveu livros mostrando sua visão de mundo. Agora, ele lança uma nova obra escrita especialmente para crianças: As mais belas histórias do Evangelho, pela Panda Books.

O livro é movido por um questionamento – “que tipo de mundo deixaremos àqueles que virão depois de nós, às crianças que estão crescendo?” – e reúne as passagens dos evangelhos que mais marcaram a vida do papa, usadas por ele em orações e pregações até hoje. Ao todo, foram selecionados 16 textos dos quatro evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas e João). Francisco ainda acrescentou comentários dele feitos em discursos, audiências, pregações, preces e até mesmo postagens no Twitter.

Frei Alvaci explica que as discussões levantadas pelo papa não são novas. “Padres casados e ordenação de mulheres são debatidos há séculos”, diz. A diferença está no fato de o pontífice priorizar questões que não recebiam a mesma atenção antes. Como exemplos, o frade cita a atenção dada aos pobres, o menor uso de liturgia nas pregações e a busca pela atenção do público infantil. “Igrejas e religiões são difíceis, os textos, os ritos, as missas são chatos para as crianças, não são acessíveis”, explica o religioso. Ele também fala sobre o papa Francisco ter realizado missas para os pequenos enquanto vivia na Argentina, onde adaptou pregações ao público infantil. Sobre As mais belas histórias do evangelho, o frade afirma que se aproximar das crianças é uma preocupação que Bergoglio já tinha antes de se tornar papa.

Sci-fi e nazismo em um thriller eletrizante

Para marcar a estreia do selo Livros de Guerra, a Panda Books leva às livrarias “O Quarto Reich”, thriller eletrizante contado pelo escritor de sci-fi M. A. Costa, onde realidade e ficção se mesclam a todo momento.

Durante conversas com o braço direito de Adolf Hitler na prisão de Spandau, em Berlim Ocidental, o jornalista norte-americano James Williams descobre o maior e mais bem-guardado segredo nazista, e tem a chance de fazer a reportagem de sua vida.

Quando relia sobre a Segunda Guerra Mundial, M. A. Costa sem querer esbarrou num grande mistério que faria qualquer autor de ficção científica ruborescer. Uma série de documentos por muito tempo escondidos pelas autoridades daria indícios de um plano infalível para garantir o sucesso de Adolf Hitler, baseado em tecnologias até hoje desconhecidas. Depois de incontáveis horas de pesquisa sobre o assunto, ele tinha material suficiente para escrever um suspense cheio de reviravoltas, bizarrices e muita tensão.

Em entrevista, o autor conta mais sobre seu trabalho.

Como surgiu o interesse em escrever um livro de guerra?
Sempre fui apaixonado pela temática e, em especial pela Segunda Guerra Mundial. Acho que essa guerra exerce fascínio no brasileiro pelo distanciamento. E sempre pensei que, quando fosse escrever dentro desse tema, o foco seria nos grandes segredos e mistérios desse período. A morte de Hitler foi muito mal contada e o suicídio do seu amigo pessoal e braço direito Rudolf Hess tem todas as indicações de queima de arquivo. Esses fatos são nitroglicerina pura para um escritor como eu.

Como foi o processo de pesquisa e criação da história?
Muito exaustivo e trabalhoso. Apesar de ficcional, quis elaborar um livro embasado o máximo possível em fatos reais. Por isto, debrucei-me sobre centenas de livros e documentos para tentar desvendar alguns desses mistérios. E o ponto alto com certeza foi quando consegui entrevistar Abdallha Melaouhi, o enfermeiro tunisiano de Rudolf Hess. Ele alega com todas as forças que Hess foi assassinado e, assim, minha história ganhou um fio condutor.

Para que tipo de público você indicaria seu livro?
Amantes de thrillers em primeiro lugar. E, obviamente, aos apaixonados pela temática guerra.

M. A. Costa

Foi executivo das multinacionais IBM e Xerox, além de empreendedor digital. Em 2014, lançou seu primeiro thriller sci-fi, Redenção Legionella, e-book best-seller da Amazon e da revista Veja. É imortal da Academia de Letras e Artes de Lisboa e vive no Rio de Janeiro.

 

O Quarto Reich
M. A. Costa
R$ 53,90

Durante conversas com Rudolf Hess, braço direito de Adolf Hitler, na prisão de Spandau, em Berlim Ocidental, o jornalista norte-americano James Williams descobre o maior e mais bem-guardado segredo nazista, e tem a chance de fazer a reportagem de sua vida.

 

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